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Saúde

Cientistas atestam efeitos das canetas emagrecedoras nos rins

Há um par de órgãos frequentemente comprometido pelo ganho de peso e o diabetes que não costuma estar no radar da população: os rins.

Responsáveis pelo serviço de filtração do sangue, eles são afetados pelo ambiente inflamatório propiciado por essas condições crônicas, um processo que pode culminar em danos, perda de função e insuficiência renal.

Não é por menos que tanto a obesidade como o diabetes tipo 2 aparecem como patrocinadores da doença renal crônica, enfermidade que afeta milhares de brasileiros e, quando não estancada a tempo, pode demandar diálise ou transplante. O quadro pode ser fatal, e não apenas pela falência dos rins, uma vez que também catapulta o risco cardíaco.

Com o avanço no tratamento das duas condições propiciado pelas canetas de GLP-1 (como Ozempic e Mounjaro), seria natural esperar que essas terapias também pudessem agregar valor à proteção dos rins. E foi o que confirmou uma nova análise de estudos publicada na revista médica The Lancet Diabetes & Endocrinology.

As descobertas da pesquisa

O trabalho, capitaneado pelo instituto alemão KfH Kidney Center, em Munique, avaliou em conjunto dados de três grandes estudos de fase 3 – aquela que antecede a aprovação regulatória dos medicamentos, algo já ocorrido com os agonistas de GLP-1.

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Mas o enfoque foi esmiuçar o que acontecia com quem tomava a semaglutida (caneta ou comprimido) em comparação com o placebo – no caso, injeções sem o princípio ativo de verdade.

A investigação descobriu que, entre pacientes com ou sem diabetes que utilizaram o medicamento oral ou injetável, a – mantendo o perfil de segurança e a média de efeitos colaterais.

“A análise combinada reforça as evidências sobre os benefícios dos agonistas de GLP-1, e da semaglutida em particular, em uma ampla população de pessoas com doença cardiorrenal e metabólica”, escreveram os autores do artigo na The Lancet.

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Indicação aprovada

Assim, o estudo soma pontos ao papel positivo do remédio na prevenção e contenção de uma conjuntura fisiológica ligada ao excesso de peso e/ou ao descontrole da glicose que aumenta o risco tanto de infarto como o de insuficiência renal. 

Essa atuação, aliás, já é referendada por órgãos regulatórios mundo afora, inclusive a Anvisa, que, no início do ano, aprovou a indicação da semaglutida como tratamento para reduzir a progressão da doença renal e o risco de morte por problema cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2 e doença renal crônica.

Um benefício que, segundo os autores da análise, não pode ser explicado apenas pelos efeitos no controle do peso e da glicemia. É provável que a ação anti-inflamatória das canetas e comprimidos à base de GLP-1 prestem tanto serviço aos rins como às artérias e ao coração.

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