A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira, uma resolução em homenagem à “vida e ao legado” do ativista conservador Charlie Kirk. Ele foi assassinado a tiros em um evento em um campus universitário em Utah em 10 de setembro.
A medida teve apoio bipartidário, com 310 votos a favor e 58 contra. Democratas e republicanos condenaram a violência política depois do assassinato de Kirk. Os líderes do partido na Câmara, Hakeem Jeffries (D-N.Y.), Katherine Clark (D-Mass.) e Pete Aguilar (D-Calif.), votaram a favor.
Entre os democratas, no entanto, a votação dividiu opiniões: 95 votaram a favor, 58 contra e 22 não registraram voto. Além disso, outros 38 apenas declararam presença na votação, mas não se posicionaram a favor nem contra o projeto.
A liderança democrata não orientou formalmente como os parlamentares deveriam votar, porém, informou que apoiaria a resolução.
Homenagem destacou atuação de Charlie Kirk
O presidente da Câmara, Mike Johnson (R-La.), conduziu a votação. Na ocasião, ele descreveu Kirk como “uma das vozes mais proeminentes da América”. Disse também que ele se engajou em discurso civil e respeitoso em campi universitários, plataformas de mídia e fóruns nacionais, sempre buscando elevar a verdade, promover entendimento e fortalecer a República”.
A resolução afirmou ainda que o compromisso de Kirk com o debate civil servia como “modelo para jovens norte-americanos de todo o espectro político”. O documento classificou o assassinato como “um lembrete sóbrio da crescente ameaça representada pelo extremismo político e pelo ódio em nossa sociedade” e pediu que os norte-americanos rejeitem a violência política e valorizem o respeito mútuo.
O texto também mencionou a fé cristã de Kirk, declarando que a Câmara “honra a vida, a liderança e o legado de Charlie Kirk, cuja dedicação firme à Constituição, ao discurso civil e à verdade bíblica inspirou uma geração a valorizar e defender as bênçãos da liberdade”.