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Assassino de refugiada ucraniana pode enfrentar pena de morte

A Justiça dos Estados Unidos formalizou nesta terça-feira, 9, a acusação federal contra Decarlos Dejuan Brown Jr., 34 anos, pelo assassinato da refugiada ucraniana Iryna Zarutska, de 23 anos. O crime ocorreu em 22 de agosto, dentro de um trem em Charlotte, Carolina do Norte.

De acordo com a denúncia, Brown foi indiciado por violar o artigo 18 do Código Penal dos EUA, que trata de ataques violentos em sistemas de transporte coletivo. O documento descreve que o acusado teria cometido “um ato com intenção de causar morte e lesão corporal grave” em uma instalação usada na operação de transporte de massa, o que coloca o caso sob jurisdição federal.

Segundo o relatório do FBI anexado à denúncia, imagens de segurança mostram que Iryna entrou no vagão por volta das 21h46 e sentou-se na fileira à frente de Brown. Quatro minutos depois, ele retirou um canivete do bolso, abriu a lâmina e golpeou a vítima três vezes pelas costas. Testemunhas acionaram a polícia, que encontrou a jovem caída no chão do vagão, já sem vida, com uma perfuração fatal no pescoço.

O suspeito foi detido em uma estação de trem próxima ao local do ataque. Os policiais localizaram um canivete com manchas de sangue e peças de roupa também ensanguentadas. Brown apresentava um corte na mão direita no momento da prisão.

Assassino tem mais de dez passagens pela polícia

Brown já havia sido preso mais de dez vezes por diferentes crimes. Sua mãe declarou à imprensa local que ele sofria de esquizofrenia e estava em situação de rua no momento do ataque. Em janeiro, havia sido detido por mau uso do sistema de emergência, mas foi liberado com a promessa de comparecer à Justiça.

Agora, além da acusação estadual por homicídio em primeiro grau, o réu enfrenta a denúncia federal de violência contra sistema de transporte. Caso seja condenado, poderá receber pena de prisão perpétua ou até a pena de morte, conforme previsto pela lei norte-americana.

Morte da refugiada gerou comoção internacional

A morte de Iryna provocou forte comoção pública e motivou pronunciamentos de autoridades federais. “Zarutska era uma jovem vivendo o sonho norte-americano — seu horrível assassinato é resultado direto de políticas brandas contra o crime que colocam criminosos à frente de pessoas inocentes”, declarou a procuradora-geral Pam Bondi, que acrescentou que buscará “a pena máxima para este ato imperdoável de violência”.

O diretor do FBI, Kash Patel, também se manifestou: “O ataque brutal a Iryna Zarutska no trem de Charlotte foi um ato vergonhoso que nunca deveria ter ocorrido na América”, afirmou. “O FBI atuou imediatamente nesta investigação para garantir que a justiça seja feita e que o autor nunca seja liberado da prisão para matar novamente.”

Enquanto o processo segue, familiares e amigos de Iryna realizam uma campanha de arrecadação on-line para custear despesas inesperadas e auxiliar a mãe e os irmãos da jovem, que chegaram aos Estados Unidos em 2022, em fuga da guerra na Ucrânia.



Via Revista Oeste

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