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Ministra que proibiu ‘constranger’ Lula fez campanha para o petista

A ministra do TSE Estela Aranha: ação de militante, acusa senador | Foto: Alejandro Zambrana/Secom TSE

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que proibiu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate desta quinta-feira, 1º, fez campanha a favor do então candidato petista à Presidência nas eleições de 2022.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Estela não só declara seu voto em Lula, como diz que a vitória do petista representaria uma série de benefícios. “Eu voto em Lula no segundo turno”, afirmou. “Voto 13.” 

Ministra: “Estancar o autoritarismo”

Ela diz que, “como advogados”, não haveria outra opção além do petista para “estancar o aumento do autoritarismo”. Em seguida, defende o Estado Democrático de Direito e a democracia. Acrescenta que os advogados deveriam votar em Lula “inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça”.

A ministra do TSE é criticada por ter acolhido pedido da coligação de Lula e contrariado uma regra — de a Globo mostrar eventualmente o púlpito vazio — prevista na ata assinada pelos partidos convidados, incluindo o próprio PT.

Segundo a magistrada, a exposição da cadeira vazia poderia produzir efeitos não condizentes com a ausência de Lula. Para opositores, o posicionamento visou claramente a proteger o petista de críticas e consequências negativas à sua campanha à reeleição.

A decisão do TSE ocorreu horas antes do debate, que acabou cancelado pela Globo depois de outra decisão judicial alterar a configuração do programa — no caso, o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, determinou a presença de Renan Santos (Missão) no encontro. A emissora alegou insegurança jurídica e interferência indevida em sua liberdade de organizar o debate.

Ação de militante, sugere senador

O senador Carlos Viana (PSD-MG) criticou a atuação da ministra do TSE. Ele lembrou que Estela foi indicada à Corte eleitoral por Lula, trabalhou no governo petista e foi secretária durante a gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça. Segundo o parlamentar, ela também teria feito doações para campanhas do PT e do Psol.

“Dois pedidos em dois dias. Dois atendidos. Isso é juíza ou é torcida?”, perguntou Viana, referindo-se também a uma decisão anterior envolvendo uma publicação de Nikolas Ferreira.

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