Teresina - Piauí • sexta-feira, 02 de outubro • 26°C
Destaque / Política

Van Hattem declara voto em Flávio no 1º turno

O deputado pediu que outros integrantes do Novo considerem apoiar Flávio ainda no primeiro turno | Foto: Reprodução/YouTube

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, declarou na noite desta quinta-feira, 1º, que votará em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente no primeiro turno das eleições. Até então, o parlamentar pretendia apoiar Romeu Zema, candidato de seu próprio partido ao Palácio do Planalto.

Van Hattem anunciou a decisão durante a live Sem Censura, comandada por Flávio depois do cancelamento do debate presidencial da TV Globo. “Chegou o momento de dizer: tem de ser em primeiro turno, tem de ser no domingo, porque mais três semanas nas mãos desse STF, o Brasil pode não durar”, afirmou.

O deputado pediu que outros integrantes do Novo considerem apoiar Flávio ainda no primeiro turno. Ao fazer o apelo, elogiou Zema. “Quero repetir, Flávio, com todo respeito e admiração que tenho pelo Zema, que é um grande cara, espero que ele também e o resto do partido possam tomar esse mesmo caminho”, disse.

Van Hattem ampliou um movimento que já alcançava outros candidatos do Novo. Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo, e Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Distrito Federal, estão entre os nomes da legenda que decidiram apoiar Flávio.

No Rio Grande do Sul, candidatos do Novo também começaram a pedir votos para Flávio nesta reta final. Felipe Camozzato, candidato a deputado federal, chegou a divulgar material de campanha ao lado do senador. A direção partidária deu aval para que filiados alterassem peças eleitorais. Até então, Van Hattem mantinha proximidade com Flávio, mas ainda não havia declarado voto nele e tampouco havia se engajado na campanha presidencial de Zema.

TSE censura Globo

Van Hattem deu a declaração depois de a Globo cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno. A emissora recebeu, poucas horas antes do programa, duas decisões judiciais que alteraram regras acertadas previamente com os partidos.

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da coligação de Lula e proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio destinado ao presidente, que decidiu não comparecer ao debate. A regra que previa a manutenção do púlpito havia sido assinada pelos partidos, inclusive o PT.

Estela também proibiu perguntas dirigidas ao candidato ausente. A ministra entendeu, em decisão liminar, que a regra poderia provocar desequilíbrio na disputa e pressionar candidatos a comparecer, apesar do caráter facultativo da participação em debates eleitorais. Não há, nem na Constituição nem na lei eleitoral, nenhuma diretriz que dê suporte à decisão da ministra.

Como mostrou Oeste, Estela integrou o governo Lula antes de chegar ao TSE. Em 2023, atuou como assessora especial do então ministro da Justiça, Flávio Dino, que lhe delegou a coordenação das políticas de direitos digitais da pasta. Em 2018, Estela esteve entre 152 juristas que assinaram um manifesto em defesa da candidatura de Lula à Presidência. O documento foi divulgado pelo próprio PT.

Gilmar entra em cena

Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Globo incluísse Renan Santos, candidato da Missão, no encontro. A ordem veio depois de o presidente do TSE, Nunes Marques, ter rejeitado pedido apresentado por Renan para garantir sua presença.

Flávio anunciou então que não compareceria ao debate. “Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, afirmou. Lula já havia recusado o convite e marcou uma entrevista ao Flow Podcast para o mesmo horário.

A Globo decidiu cancelar o debate. Em comunicado, informou que as determinações de Estela e Gilmar interferiam nas regras previamente acordadas para o debate.

Fonte

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.