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Alcolumbre pressiona Lula por comando de estatais e órgãos

A pressão de Davi Alcolumbre subiu em meio ao esforço do governo para viabilizar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o jornal O Globo, Lula analisa um gesto direto para reduzir a temperatura no Senado: entregar pessoalmente a mensagem que formaliza a indicação ao presidente do Congresso. O movimento tenta contornar um ambiente considerado hostil no plenário, que derrubou vetos recentes e ameaça nova derrota ao Planalto.

Nos bastidores, segundo o jornal, auxiliares presidenciais admitem que o momento é delicado. A avaliação é que a relação com Alcolumbre se desgastou nos últimos meses, sobretudo em votações de alto impacto. Agora, o governo tenta recuperar terreno antes da sabatina marcada para 10 de dezembro. A ordem é agir rápido para evitar surpresas no colegiado.

Alcolumbre amplia pressão por cargos de alto alcance

Em paralelo, o senador elevou o tom nas negociações. O portal Metrópoles indica que Alcolumbre quer ampliar seu espaço no comando de estatais e autarquias federais. A lista inclui o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Trata-se de estruturas consideradas estratégicas tanto pela capacidade técnica quanto pela relevância política em temas sensíveis ao governo.

Interlocutores afirmam que a cobrança chegou de forma clara ao Planalto. O recado: avanços nas pautas do Executivo dependerão de concessões concretas ao presidente do Senado. O governo reconhece que o ambiente ficou mais difícil depois das derrotas recentes, que deram a Alcolumbre uma demonstração pública de força.

Apesar disso, Lula não pretende entregar todos os postos solicitados. Integrantes da articulação política defendem um meio-termo. O foco imediato é garantir votos suficientes para Messias. Depois disso, o Planalto planeja reavaliar o mapa das nomeações.

A expectativa é que Lula e Alcolumbre conversem pessoalmente nos próximos dias. A reunião deve definir os limites de cada lado e abrir caminho para o acordo final. Há receio, no entanto, de que concessões excessivas a Alcolumbre provoquem novas disputas internas. Ainda assim, assessores do Planalto afirmam que a prioridade é evitar que a sabatina de Messias se transforme em mais uma derrota política.

A leitura em Brasília é que o resultado desse embate definirá o tom da articulação no fim do ano e influenciará votações decisivas previstas para o início de 2026.

Via Revista Oeste

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