Romeu Zema (Novo) deu o recado sobre o que faria num segundo turno sem ele. O candidato ao Planalto indicou que apoiaria Flávio Bolsonaro (PL) caso a disputa final fosse entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Onde o PT estiver, eu estarei contra”, disse na saída do debate presidencial da Veja, nesta quarta-feira 23, em São Paulo.
Questionado pelo portal Metrópoles sobre esse cenário, o ex-governador de Minas Gerais fez questão de dizer que não desistiu da própria candidatura. “Continuo com a perspectiva de que estarei lá”, afirmou. “Como eu disse, tudo acontece até o último dia, enquanto o juiz não apita, o jogo não acabou. Mas eu tenho reafirmado que onde o PT estiver, eu estarei contra o PT. O PT destruiu Minas Gerais, eu assumi um Estado quebrado, falido, destruído, desacreditado, e, nós sabemos, [o PT] provocou a maior recessão, os maiores escândalos da história do Brasil.”
O petismo, segundo Zema, foi o que o empurrou para a política. “O que me levou para a política, inclusive, foi a recessão de 2015-2016″, destacou. “Naquele momento ali, eu cheguei à conclusão de que não vale a pena você estar empreendendo, trabalhando muito num país que está afundando. Eu estou na política por causa do PT. Enquanto o PT existir, eu estarei combatendo essas ideias retrógradas e essa corrupção que ele causa.”
Ausências de Flávio e Lula
Líderes nas pesquisas, Lula e Flávio de novo não apareceram no debate. Nenhum dos dois participou de qualquer debate presidencial até agora. O candidato Renan Santos, do Missão, também ficou de fora do encontro desta quarta.