O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026 levou os governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás) a reafirmarem, na noite desta sexta-feira, 5, que permanecem na disputa. Ambos disseram respeitar a decisão, mas deixaram claro que mantêm suas pré-candidaturas.
Flávio confirmou sua entrada na corrida presidencial em mensagem publicada no X. Ele afirmou ser “com grande responsabilidade” que recebeu de Jair Bolsonaro a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou: “Bolsonaro falou, está falado”. Bolsonaro indicou o filho mais velho para a corrida presidencial a partir da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso preventivamente desde 22 de novembro.

Zema e Caiado reafirmam que seguem na disputa
Depois da oficialização da candidatura, Caiado publicou que Bolsonaro “tem o direito de buscar viabilizar a candidatura” de Flávio e afirmou que segue no páreo: “Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros”.
Zema também comentou a decisão e lembrou que, ao anunciar sua própria pré-candidatura, foi informado pelo ex-presidente de que várias candidaturas no primeiro turno “ajudam a somar forças no segundo”. Para Zema, “faz todo sentido o Flávio apresentar seu nome à Presidência, é justo e democrático”.
Na sequência, reforçou que mantém o trabalho por sua candidatura: “Sigo trabalhando todos os dias para tirar o PT do Palácio do Planalto, assim como fizemos em Minas Gerais, quando derrotamos o PT e encerramos anos de má gestão”.
Nikolas apoia escolha de Flávio e fala em “pacificação nacional”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou. Em publicação no X, ele afirmou que a decisão do ex-presidente representa mais do que uma definição eleitoral. “Alguns olham apenas a eleição, mas quem sente o Brasil sabe que há algo maior em jogo”, declarou.
O parlamentar escreveu que a escolha carrega “um pedido urgente de pacificação nacional” e argumentou que o país “não aguenta mais viver dividido, famílias destruídas, inocentes atrás das grades enquanto a política vira palco de perseguição”.
Ele também disse esperar que a candidatura abra caminho para medidas de perdão institucional: “Que essa escolha ajude a abrir o caminho para a anistia e para que brasileiros injustamente presos voltem para casa”, em referência aos presos do 8 de janeiro.
Ao final, Nikolas afirmou que o tema da liberdade volta ao centro do debate político. “Hoje, mais do que nunca estamos falando em libertar quem nunca deveria ter perdido a liberdade”, publicou.
Múltiplas candidaturas reorganizam cenário à direita
Com Flávio na disputa, a direita passa a reunir ao menos quatro pré-candidatos a presidente em 2026: o próprio senador, os governadores Zema e Caiado, e Renan Santos, do partido recém-fundado Missão. Na esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva já declarou a intenção de buscar a reeleição e segue como o único pré-candidato do campo até o momento.
A decisão também altera os planos internos do PL, uma vez que Flávio era cotado para disputar novamente o Senado pelo Rio de Janeiro. Aos 44 anos, ele cumpre seu primeiro mandato como senador, depois de ter sido o mais votado do Estado em 2018, com cerca de 4 milhões de votos. Antes disso, exerceu quatro mandatos como deputado estadual no Rio.