Durante nova visita a Washington, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir a Donald Trump a venda de mísseis Tomahawk. Essa é a terceira tentativa de obter apoio militar direto desde o início da guerra contra a Rússia, em fevereiro de 2022.
Os Tomahawks, de longo alcance e alta precisão, permitiriam à Ucrânia atacar alvos dentro do território russo. Trump, porém, evitou se comprometer: “Esse é o problema”, disse o presidente dos Estados Unidos. “Precisamos dos Tomahawks. É uma escalada. Vamos discutir isso.”
Indagado sobre uma possível cessão de territórios ucranianos em troca da paz, Trump respondeu de forma vaga. “Nunca se sabe”, disse. “A guerra é muito interessante.” O encontro foi cordial, e o presidente norte-americano elogiou o traje formal de Zelensky.
Fontes da comitiva ucraniana afirmaram à agência de notícias AFP que Zelensky mostrou mapas com possíveis alvos russos para reforçar o pedido de armamento avançado.
Altos e baixos entre Zelensky e Trump
Desde o início de 2025, Trump e Zelensky alternam momentos de tensão e aproximação. No primeiro encontro, em fevereiro, houve divergências até com o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance. Meses depois, Trump passou a defender publicamente a recuperação dos territórios ocupados pela Rússia.
Zelensky insiste em que os Tomahawks fortaleceriam sua posição nas negociações e aumentariam a pressão sobre o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Mesmo depois da cúpula entre Trump e o líder russo no Alasca, há dois meses, o cessar-fogo segue distante.
Na véspera do encontro com Zelensky, Trump falou por telefone com Putin. O republicano descreveu a conversa como “produtiva” e afirmou que ambos trataram da paz no Oriente Médio e do comércio pós-guerra. O contato durou mais de duas horas, e a Casa Branca confirmou que Trump pretende reunir novamente os dois presidentes para avançar nas negociações.
Encerrar as guerras na Ucrânia e em Gaza foi uma das principais promessas de campanha de Trump em 2024.