Funcionários de alto escalão da ditadura da Venezuela, liderados pela vice-presidente Delcy Rodríguez, apresentaram à administração Trump duas propostas de transição governamental no país. Ambas previam a retirada de Nicolás Maduro do poder. Contudo, também defendiam a manutenção do regime chavista. A informação é do jornal Miami Herald.
A primeira alternativa, apresentada em abril, previa que Maduro deixasse a Presidência, permanecesse na Venezuela com garantias de segurança e negociasse o acesso de empresas norte-americanas aos setores de petróleo e mineração.
Nesse cenário, Delcy Rodríguez assumiria a Presidência, mantendo a continuidade institucional do chavismo, enquanto o governo dos EUA poderia considerar a retirada de acusações criminais contra Maduro.
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A segunda proposta, de setembro, propunha um governo de transição liderado por Delcy Rodríguez e pelo general aposentado Miguel Rodríguez Torres. Nesse plano, Maduro teria a opção de buscar exílio em países como Catar ou Turquia, que possuem relações diplomáticas com a Venezuela.
O general Rodríguez Torres, ex-ministro do Interior e ex-chefe de Inteligência, tem conexões com militares e figuras importantes do regime de Maduro, mas seu histórico de repressão e violações de direitos humanos foi apontado como um obstáculo. Esta opção também resultaria na manutenção do chavismo.
Fontes do Miami Herald afirmam que a Casa Branca descartou as duas ofertas. Analistas da administração Trump teriam considerado que qualquer tentativa de manter o chavismo em uma versão “reformulada” representaria uma continuação das estruturas criminosas do regime.