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Veja quem são os 6 candidatos ao governo de Goiás

Na foto, o Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás | Foto: Divulgação/Wikimedia

Seis candidatos disputam o governo de Goiás nas eleições deste ano. A corrida pelo Palácio das Esmeraldas reúne nomes conhecidos da política goiana, como o atual governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL), além de Luis Cesar Bueno (PT), Luciana Amorim (UP) e Danilo da Silva (PCO).

Vice-governador desde 2023, Daniel assumiu definitivamente o comando do Estado depois da saída de Ronaldo Caiado (PSD), que renunciou ao governo em 31 de março para disputar a Presidência da República. Agora, busca nas urnas um mandato à frente do Executivo estadual. A disputa também marca um novo confronto entre grupos que já estiveram do mesmo lado da política goiana: Wilder integrou o governo de Marconi antes de os dois se tornarem adversários.

Daniel chega à reta final da campanha na liderança das pesquisas. No levantamento Real Time Big Data divulgado na terça-feira 22, o emedebista aparece com 46% das intenções de voto. Wilder tem 19% e Marconi, 18%, em situação de empate técnico pela segunda colocação. Luis Cesar registra 8%. Danilo e Luciana não pontuaram. A pesquisa ouviu 1,6 mil eleitores entre 17 e 21 de setembro e tem margem de erro de dois pontos porcentuais.

O cenário mostra uma mudança na disputa pela segunda posição em relação à Paraná Pesquisas divulgada no dia 11. Naquele levantamento, Daniel tinha 45,1%, seguido por Marconi, com 23,2%, e Wilder, com 15%. Luis Cesar registrava 3,4%, Luciana, 1,6%, e Danilo, 1,5%. A pesquisa ouviu 1.248 eleitores entre 8 e 10 de setembro e tem margem de erro de 2,8 pontos porcentuais.

Conheça os perfis profissionais e políticos dos seis candidatos ao governo de Goiás.

Daniel Vilela (MDB)

Daniel Vilela
Daniel Vilela assumiu o governo de Goiás no início do ano, com a saída de Ronaldo Caiado para disputar a Presidência da República | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Atual governador de Goiás, Daniel Vilela, de 42 anos, nasceu em Jataí, no sudoeste goiano. É formado em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e pós-graduado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Antes de ingressar definitivamente na política, chegou a atuar como jogador de futebol nas categorias de base de clubes goianos.

Daniel é filho de Maguito Vilela, um dos principais nomes da história recente do MDB em Goiás. Maguito foi deputado estadual, deputado federal, senador e governador, além de prefeito de Aparecida de Goiânia e de Goiânia.

A trajetória eleitoral de Daniel começou em 2008, quando foi eleito vereador de Goiânia. Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás. Em 2014, foi eleito deputado federal e, durante o mandato em Brasília, chegou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

A primeira tentativa de chegar ao governo ocorreu em 2018. Daniel terminou a eleição em segundo lugar e foi derrotado por Ronaldo Caiado. Nos anos seguintes, porém, os antigos adversários se aproximaram politicamente. A aliança foi consolidada em 2022, quando Daniel foi escolhido como candidato a vice na chapa de Caiado. A dupla venceu no primeiro turno, com 51,81% dos votos válidos.

A composição política construída em torno de seu governo reúne o MDB e o PSD, partido ao qual Caiado se filiou neste ano. Na eleição, Daniel tem como candidato a vice o ex-senador Luiz do Carmo (PSD).

Wilder Morais (PL) 

O senador Wilder Morais (PL-GO)
O senador Wilder Morais (PL-GO) | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Senador, engenheiro civil e empresário, Wilder Morais tem 58 anos e nasceu em Taquaral, no interior de Goiás. Formou-se em Engenharia Civil pela PUC Goiás e construiu sua carreira profissional no setor da construção civil. Em 1994, fundou a construtora Orca.

Sua entrada na política ocorreu como primeiro suplente de Demóstenes Torres. Com a cassação do então senador, Wilder assumiu uma cadeira no Senado em 2012.

Também passou pelo Executivo goiano durante os governos de Marconi Perillo. Foi secretário estadual de Infraestrutura e, posteriormente, secretário de Indústria, Comércio e Serviços. A antiga relação política entre os dois deu lugar, nos últimos anos, à disputa por espaços distintos no cenário estadual.

Em 2022, Wilder voltou ao Senado. Filiado ao PL, consolidou-se como uma das principais lideranças da sigla no Estado e chega à eleição como o candidato do partido de Jair Bolsonaro ao governo goiano.

A chapa também carrega outro sobrenome tradicional da política de Goiás. A candidata a vice, Ana Paula Rezende (PL), é filha de Iris Rezende, que governou Goiás por dois mandatos, foi senador, ministro e prefeito de Goiânia.

Luis Cesar Bueno (PT)

Luis Cesar Bueno
O petista Luis Cesar Bueno participou da primeira direção do partido em Goiânia e também da Central Única dos Trabalhadores (CUT) | Foto: Divulgação/Redes sociais

Professor e deputado estadual, Luis Cesar Bueno, de 66 anos, nasceu em Goiânia. É formado em História e Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e possui pós-graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento Urbano pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

Bueno começou a trajetória política nos movimentos estudantil e sindical durante a década de 1980. Ao longo da carreira, exerceu funções nas áreas de planejamento, finanças públicas e educação e construiu sua atuação partidária no PT.

Entre 1996 e 2003, exerceu dois mandatos como vereador de Goiânia. Depois, chegou à Assembleia Legislativa de Goiás, onde atualmente cumpre o quarto mandato consecutivo como deputado estadual. Já integrou a Mesa Diretora da Casa e exerceu a liderança da bancada petista.

Atualmente, preside a Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia e é vice-presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Também coordena a Frente Parlamentar pela Mobilidade.

Bueno representa o PT na disputa estadual e concorre em uma chapa que tem Carlos Mundim (PDT) como candidato a vice. Sua candidatura coloca novamente o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo governo goiano.

Marconi Perillo (PSDB)

Marconi Perillo
Marconi Perillo já foi governador de Goiás | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Marconi Perillo, de 63 anos, é o candidato com maior experiência à frente do Executivo estadual entre os seis concorrentes. Natural de Goiânia, o tucano governou Goiás por quatro mandatos e tenta retornar ao Palácio das Esmeraldas depois de oito anos.

Sua trajetória política começou antes da chegada ao governo. Marconi foi deputado estadual por Goiás entre 1991 e 1995 e deputado federal entre 1995 e 1999. Naquele ano, assumiu pela primeira vez o governo do Estado, depois de vencer a eleição de 1998.

Foi reeleito em 2002 e permaneceu no governo até 2006. No ano seguinte, assumiu uma cadeira no Senado. Deixou o mandato depois de vencer novamente a eleição para governador em 2010 e foi reeleito em 2014. Ao todo, comandou Goiás entre 1999 e 2006 e novamente entre 2011 e 2018.

Depois de deixar o Palácio das Esmeraldas, Marconi tentou retornar ao Senado nas eleições de 2018 e 2022, mas não conseguiu se eleger. Entre 2023 e 2025, presidiu nacionalmente o PSDB.

A eleição deste ano também coloca Marconi diante de antigos aliados. Wilder Morais, hoje candidato do PL e um de seus principais adversários na disputa, ocupou as Secretarias de Infraestrutura e de Indústria e Comércio durante um dos governos do tucano.

Marconi concorre ao lado da empresária e produtora rural Jacqueline Zaiden (PSDB). 

Danilo da Silva (PCO)

Danilo da Silva
Danilo da Silva é candidato ao governo de Goiás pelo PCO | Foto: Divulgação/TSE

Danilo Pinheiro Evangelista da Silva, de 43 anos, nasceu em São Luís, no Maranhão. Técnico de eletricidade, eletrônica e telecomunicações, ele disputa pela primeira vez um cargo eletivo.

Danilo concorre pelo Partido da Causa Operária (PCO), legenda à qual está vinculada toda a chapa. Sua candidata a vice é Maria Joana Ribeiro (PCO), de 68 anos, assistente social que já disputou uma vaga de vereadora em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, em 2020.

Sem experiência anterior em cargos eletivos, Danilo declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 215 mil, composto principalmente por um imóvel avaliado em R$ 200 mil e um automóvel.

luciana amorim
A Unidade Popular pelo Socialismo (UP) oficializou a candidatura de Luciana Amorim em agosto | Foto: Divulgação/Redes sociais

Luciana Amorim, de 54 anos, nasceu em Anápolis. Servidora pública da Justiça Federal de Goiás, é formada em Direito e possui especialização em Direito Civil e Processo Civil.

Sua trajetória política está ligada principalmente à atuação em movimentos sociais. Luciana é militante do Movimento Luta de Classes (MLC), participou da fundação do Movimento de Mulheres Olga Benário e atualmente exerce a função de coordenadora estadual da organização. Também participou de mobilizações contra a privatização da Saneago.

Em 2022, Luciana foi candidata a vice-governadora de Goiás pela Unidade Popular. Dois anos depois, disputou a Vice-Prefeitura de Goiânia. A eleição de 2026, no entanto, é a primeira em que concorre como cabeça de chapa. Luciana tem como candidato a vice o auxiliar de escritório Caymmi Henrique (UP).

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