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União Europeia propõe sanções a Israel e suspensão de acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira, 10, que pretende sugerir ao Parlamento Europeu a suspensão parcial do acordo comercial com Israel, em razão dos desdobramentos do conflito em Gaza, que começaram com o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023.

A proposta de Leyen inclui também sanções direcionadas a ministros do governo de Benjamin Netanyahu (que ela chama de “extremistas”) e pessoas envolvidas em atos violentos. Segundo ela, a intenção da comissão é restringir o apoio bilateral a Israel e tentar não afetar setores da sociedade civil.

Leyen disse que a crise humanitária em Gaza provocou grande impacto internacional e mencionou o recente bloqueio financeiro à Autoridade Palestina.

Preocupações com a solução de dois Estados e resposta do Parlamento

Segundo ela, esses episódios prejudicam a viabilidade da solução de dois Estados. “Não podemos deixar isso acontecer”, afirmou Leyen. “Eu quero começar com uma mensagem muito clara: provocar a fome nunca pode ser uma arma de guerra. Pelas crianças, pela humanidade, isso precisa parar.”

Ela reconheceu que a aprovação das medidas no Parlamento Europeu deve enfrentar resistência, observando que “essas medidas serão consideradas muito para alguns e muito pouco para outros. Mas precisamos assumir responsabilidades”.

O anúncio provocou reações positivas de parlamentares que apoiam Gaza, mas críticas pesadas de quem reconhece que os terroristas do Hamas mandam na região. Para eles, a decisão de Ursula von der Leyen é uma afronta ao direito de defesa de Israel.

Presidente da Comissão Europeia também fala sobre desafios globais

Neste primeiro discurso de Leyen ao Parlamento desde sua recondução ao cargo em julho de 2024. Ela também frisou a necessidade de a Europa buscar autonomia, especialmente nos setores de defesa, energia e comércio. “A Europa está em uma luta. E não se enganem: essa é uma luta por nosso futuro.”

Para a presidente da comissão, os líderes europeus devem encarar as dificuldades atuais, já que o cotidiano da população tem se tornado mais desafiador e o custo de vida, mais elevado. Ela declarou que não há espaço para nostalgia e destacou que as definições de uma nova ordem mundial estão em curso.

Leyen reforçou ainda o compromisso europeu de apoiar a Ucrânia militar e financeiramente, além de investir mais em defesa, com o objetivo de garantir a própria segurança. “Quando falamos em independência, falamos em escolher nosso destino. E é isso que os europeus merecem, porque a Europa é uma ideia de liberdade e força mútua”, afirmou.



Via Revista Oeste

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