Depois de quatro anos de investigação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o inquérito administrativo que analisava supostos “ataques” do ex-presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas e questionamentos à lisura das eleições de 2022.
A ministra Isabel Gallotti, corregedora-geral da Justiça Eleitoral, determinou o arquivamento ao considerar que não há elementos novos e que o período para ações eleitorais relacionadas já terminou.
O processo começou depois de uma transmissão ao vivo realizada por Bolsonaro em 2021 no Palácio do Planalto, quando o então presidente questionou a integridade do sistema de votação.
O ministro Luis Felipe Salomão, à época corregedor do TSE, abriu a investigação contra Bolsonaro.
Naquele momento, o TSE classificou a conduta de Bolsonaro como “possível conduta criminosa”.
Bolsonaro virou alvo por divulgar relatório da PF sobre invasão ao sistema do TSE
Na live, Bolsonaro e o deputado Filipe Barros (PL-PR) apresentaram um relatório de inquérito da Polícia Federal (PF) feito com base em documentos internos do próprio TSE que comprovariam a violação do sistema eleitoral por um hacker.
Depois da divulgação do relatório, o presidente e o deputado foram acusados de expor um inquérito supostamente sigiloso.
Apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Procuradoria da Câmara dos Deputados terem confirmado que o inquérito não se encontrava sob sigilo, Bolsonaro virou alvo de um inquérito do TSE.
Arquivamento do inquérito
O Ministério Público Eleitoral (MPE) também recomendou o encerramento do caso, ao apontar ausência de provas adicionais relevantes.
A decisão prevê o envio das informações ao Supremo Tribunal Federal (STF), para possíveis providências criminais, já que aspectos criminais, como suposta disseminação de fake news, permanecem em análise naquela Corte.