Em meio a tensões recentes sobre o emprego de forças federais em cidades norte-americanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou, neste sábado, 4, o envio de 300 soldados da Guarda Nacional para Chicago. A medida ocorre apesar de críticas das autoridades locais, que manifestaram oposição à presença militar na cidade.
Segundo a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Abigail Jackson, a mobilização tem como objetivo proteger funcionários e bens federais na maior e mais populosa cidade do Estado de Illinois. O anúncio ocorre depois de decisões judiciais que contestaram o envio de tropas a outras regiões, como Portland, onde há manifestações desde o início de junho.
Ordem de Trump x decisão judicial
Uma decisão da juíza Karin Immergut, do Tribunal Distrital dos EUA no Oregon, emitiu, neste sábado, 4, uma ordem que impede o governo de Donald Trump de empregar soldados da Guarda Nacional para conter protestos no prédio do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Portland. Ela afirmou que a justificativa da gestão republicana para a operação não se sustentou, já que as manifestações recentes foram pacíficas.
Anteriormente, o Departamento de Defesa havia determinado o envio de 200 soldados do Oregon para Portland por 60 dias. Contudo, a restrição temporária apoiou o governo estadual, liderado por democratas. O governador de Illinois, J.B. Pritzker, do Partido Democrata, já havia declarado que Trump planejava enviar 300 soldados para Chicago nos próximos dias.
Desde junho, o prédio do ICE em Portland é palco de protestos que, em alguns momentos, resultaram em confrontos entre manifestantes e agentes federais. O Departamento de Polícia de Portland registrou 27 prisões no local nesse período. Documentos judiciais mostram que servidores da União detiveram pelo menos 24 pessoas.