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Terremoto 7,4 deixa 71 mortos na Colômbia desastre nacional

O governo da Colômbia declarou situação de desastre nacional nesta segunda-feira (10) após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o oeste do país. O tremor deixou ao menos 71 mortos, segundo o balanço oficial mais recente, e provocou desabamentos e danos em diferentes municípios. As buscas por vítimas e sobreviventes continuam, e o número de mortos pode aumentar.

O epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. A região e áreas do Eixo Cafeeiro e do Valle del Cauca estão entre as mais atingidas. Pereira, Manizales, Cali, Quibdó e Armenia concentram parte das operações de emergência.

A medida adotada pelo governo colombiano tem como objetivo acelerar a liberação de recursos e a mobilização de equipes para atender as áreas afetadas e avaliar os danos à infraestrutura.

Recém-empossado, o presidente Abelardo De La Espriella determinou a instalação de um Posto de Comando Unificado para centralizar a resposta ao desastre. Ele também informou que iria a Pereira, uma das cidades mais atingidas, para acompanhar as ações de emergência.

“Determinei a criação de um Posto de Comando Unificado para coordenar a resposta aos danos e prestar assistência aos afetados”, escreveu o presidente em uma publicação nas redes sociais.

Mortes e destruição

Risaralda concentra o maior número de vítimas, com 40 mortes registradas. Valle del Cauca aparece em seguida, com 27 óbitos, enquanto Chocó contabiliza quatro mortes no balanço consolidado divulgado pelas autoridades.

As equipes de emergência atuam em áreas onde prédios e outras estruturas foram danificados. Em Cali, autoridades relataram desabamentos e mobilizaram equipes especializadas para localizar pessoas que podem estar presas sob os escombros.

Em Pereira, unidades de saúde também foram afetadas pelo terremoto. Em Manizales, onde três mortes foram confirmadas, escolas e universidades tiveram as atividades suspensas, enquanto a prefeitura abriu estruturas para receber moradores que precisaram deixar suas casas.

O diretor-geral do Serviço Geológico Colombiano, Julio Fierro Morales, classificou o tremor como o maior registrado no país na última década. Segundo ele, o fenômeno está relacionado à dinâmica tectônica do oeste colombiano, onde a Placa de Nazca se desloca sob a Placa Sul-Americana.

As autoridades também registraram réplicas após o abalo principal e mantêm o monitoramento da região.

Aeroportos têm operações suspensas

O terremoto também provocou impactos no transporte aéreo. Segundo a autoridade aeronáutica colombiana, aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura tiveram as operações suspensas por razões de segurança.

Os terminais passam por inspeções para verificar possíveis danos estruturais antes da retomada dos voos.

O tremor também foi sentido em países vizinhos, como Venezuela, Equador e Panamá. Até o momento, não foram registrados danos significativos nesses países relacionados ao abalo.

Países oferecem ajuda

Governos estrangeiros manifestaram solidariedade e ofereceram apoio à Colômbia. O Equador anunciou o envio de 47 integrantes de equipes de resgate, além de cães de busca e equipamentos especializados.

O governo dos Estados Unidos afirmou que acompanha a situação e está preparado para auxiliar os colombianos. México e Israel também manifestaram disposição para colaborar nas operações de emergência.

O governo brasileiro informou que acompanha os trabalhos de busca e assistência às vítimas e declarou estar disposto a colaborar com as autoridades colombianas. Até o momento, não há informações sobre brasileiros entre os mortos.

“O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em publicação nas redes sociais.

As operações de busca e avaliação dos danos continuam nesta segunda-feira. As autoridades colombianas trabalham na atualização do número de vítimas e na identificação das áreas que ainda precisam de atendimento emergencial.

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