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Tempestade Cláudia deixa 2 mortos em Portugal

A tempestade Cláudia provocou caos em várias regiões de Portugal nesta sexta-feira, 14, com chuva intensa, ventos fortes e ondas elevadas no mar. Autoridades registaram duas mortes, um ferido e mais de 1,8 mil ocorrências, sobretudo na Península de Setúbal, que concentrou quase 500 chamados de emergência.

O caso mais grave ocorreu em Fernão Ferro, em Seixal, onde um casal de idosos, ambos de 88 anos, morreu afogado depois de a casa ser rapidamente inundada durante a madrugada. Ruas, comércios e estradas ficaram submersos em Seixal, Montijo e outros municípios dos distritos de Setúbal, Lisboa e Santarém. Escolas foram fechadas por precaução.

A E-Redes registou 20 mil clientes sem energia no início da manhã, número reduzido para menos de 300 ao fim do dia. No interior, em Nisa, um fenômeno intenso — descrito como tornado — destelhou dez casas na aldeia de Falagueira. Em Serpa, a queda de uma árvore sobre um caminhão deixou um ferido leve.

Impacto no litoral

Ondas fortes levaram ao fechamento de 16 zonas marítimas entre o norte e o Algarve. Em Faro, um parque de estacionamento subterrâneo foi inundado, e áreas próximas ao hospital também sofreram alagamentos.

Segundo a Proteção Civil, foram registadas 1.111 inundações, 311 quedas de árvores, 190 limpezas de via, 130 quedas de estruturas e 121 movimentos de massa. Houve ainda cinco salvamentos terrestres e seis aquáticos. Ao menos quatro pessoas ficaram desalojadas.

As autoridades mantêm avisos de risco por chuva persistente, ventos acima de 100 km/h em áreas montanhosas e mar agitado.

O que é a tempestade Cláudia?

A tempestade Cláudia é uma depressão atlântica de baixa pressão, formada a partir de um núcleo de ar frio em altitude que intensifica a instabilidade atmosférica. Esse tipo de sistema organiza bandas de nuvens muito densas, capazes de produzir chuvas persistentes, ventos fortes e agitação marítima significativa.

À medida que a depressão se desloca pelo Atlântico em direção ao território continental, o contraste térmico entre massas de ar quente e frio alimenta o fenômeno, reforçando a precipitação e acelerando as rajadas de vento.



Via Revista Oeste

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