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Cartilha do PT orienta militantes a dizer que ‘Lula é católico’

Lula e Janja rezando em igreja no Pará, em 2025 | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição produziu uma cartilha para orientar militantes do partido na abordagem a eleitores indecisos. Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada nesta segunda-feira, 28, o manual inclui a religião entre os assuntos a serem tratados e recomenda afirmar que “Lula é católico”.

Intitulado Guia da Conversa, o documento tem 19 páginas e apresenta o “passo a passo da conversa perfeita”. A campanha sugere abordagens em locais como ruas, pontos de ônibus e filas de estabelecimentos, além de fornecer respostas para argumentos de eleitores alinhados ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

Em um dos exemplos, o manual classifica como “mentira do adversário” a afirmação de que “Lula nem deve ter religião”. Como resposta, orienta os militantes a dizer: “Lula é católico e sempre guiado por valores cristãos de amor ao próximo e cuidado com quem mais precisa”.

A cartilha circula por grupos de WhatsApp, entre eles o “Pode Espalhar”. Segundo o Estadão, um grupo de evangélicos favoráveis à candidatura de Lula também compartilhou o material acompanhado da mensagem: “Paz do Senhor, igreja!”.

Religião entra na reta final da campanha de Lula e Flávio

A menos de dez dias do primeiro turno, uma fake news que atribuía a Flávio uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil ganhou força nas redes sociais. A alegação associava o candidato a uma proposta apresentada quase duas décadas antes por outro parlamentar e arquivada desde 2008.

O texto usado como base para a acusação era o Projeto de Lei 2.623/2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT). A proposta pretendia substituir na legislação a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Flávio não era o autor do projeto, que deixou de tramitar há 18 anos.

A informação falsa ganhou repercussão depois de a comentarista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar uma reação de católicos a setores evangélicos supostamente interessados em destituir Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira. A emissora posteriormente corrigiu a informação. Mesmo assim, o assunto avançou pelas redes e entrou no discurso da campanha de Lula.

Em entrevista ao Canal Livre, da TV Bandeirantes, neste domingo, 27, o presidente afirmou que “mexer com a Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”. Flávio, por sua vez, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a disseminação da notícia falsa.

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