Foi preso na manhã desta quinta-feira (15) Francimario Joaquim da Silva Felipe, suspeito de matar Carlos Henrique da Silva Santos, de 20 anos, nas proximidades do Clube do River, no bairro Torquato Neto, zona Sul de Teresina. O crime aconteceu em 16 de agosto e deixou outra pessoa ferida.
Francimario foi localizado no apartamento do próprio pai, no Residencial Angicos, situado no Portal da Alegria 4. Durante a prisão, ele admitiu ter efetuado os disparos e afirmou que agiu depois de receber ameaças de morte da vítima.
Ao ser questionado sobre o motivo do crime enquanto era algemado, o suspeito declarou:
“Porque ele me ameaçava de morte.”
A alegação faz parte da versão apresentada pelo investigado e não significa que tenha sido comprovada uma situação de legítima defesa.
Suspeito diz que descartou a arma usada no homicídio
Segundo as informações divulgadas pela investigação, Francimario afirmou que não sabia se Carlos Henrique estava armado, porque não conseguiu verificar essa circunstância no momento da confusão.
O suspeito também disse ter se desfeito da arma de calibre .38 utilizada nos disparos.
Na ocasião do crime, Carlos Henrique estava na garupa de uma motocicleta conduzida por Janaílson Kennedy Barbosa da Silva. Os dois encontraram o suspeito, que estava em outra moto acompanhado de duas mulheres.
Uma discussão entre os envolvidos terminou em tiros. Carlos Henrique foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos. Janaílson também foi baleado, recebeu atendimento médico e teve alta.
Câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar o suspeito
O delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que imagens de câmeras de segurança foram importantes para identificar Francimario e reconstruir seus deslocamentos antes e durante o crime.
Segundo o investigador, o suspeito “transitou por diversas câmeras de segurança, não só antes, como durante o crime”, sem esconder o rosto.
O delegado atribuiu o avanço das investigações ao trabalho da equipe policial e ao comportamento de Francimario, que, na avaliação dele, demonstrou excesso de confiança ao acreditar que não seria identificado.
Discussão teria começado após encontro entre motociclistas
De acordo com a apuração policial, a confusão começou quando Carlos Henrique e Janaílson encontraram Francimario nas proximidades do clube.
O suspeito alegou que teria sido ameaçado e que um dos envolvidos afirmou pertencer a uma facção criminosa. Essa declaração, entretanto, integra a versão dele sobre os acontecimentos.
O delegado relatou ainda que Carlos Henrique apresentava sinais de forte embriaguez e que vinha consumindo bebidas alcoólicas desde o dia anterior. A investigação descreve o episódio como uma discussão que terminou em violência fatal.
Testemunha nega versão sobre suposto flerte
As primeiras informações sobre o homicídio apontavam que o desentendimento poderia ter começado depois de um suposto flerte de Carlos Henrique com uma das mulheres que acompanhavam Francimario.
Entretanto, Janaílson negou essa versão em depoimento. Ele afirmou que não conhecia o suspeito nem as duas mulheres e rejeitou a hipótese de que ele ou Carlos Henrique tivessem abordado alguma delas com interesse amoroso.
A testemunha também relatou que, em determinado momento, acreditou que o homem envolvido na discussão não estivesse armado. A investigação aponta, contudo, que Francimario portava uma arma de fogo.
Com a prisão, a polícia avança na apuração do homicídio ocorrido na zona Sul da capital. A justificativa apresentada pelo suspeito deverá ser confrontada com os depoimentos, as imagens de segurança e os demais elementos da investigação.
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