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Sindicatos acusam Boulos de privilegiar associações

A Federação Nacional dos Mototaxistas e Motoboys elevou o tom contra Guilherme Boulos. A entidade afirma principalmente que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência tem priorizado associações de entregadores. Desse modo, estaria excluindo sindicatos nas negociações sobre a regulação trabalhista das plataformas digitais de transporte e delivery.

Em nota divulgada na sexta-feira, 5, a federação disse que Boulos convoca “reiteradamente” grupos sem registro sindical e sem legitimidade constitucional para representar a categoria. Segundo a instituição, o ministro concedia privilégios a associações enquanto deputado federal e tratava do tema na Câmara.

Boulos: mais críticas em São Paulo

O Sindicato dos Mototáxis do Estado de São Paulo (SindimotoSP) divulgou posicionamento ainda mais duro e acusou Boulos de repetir um “padrão” de exclusão. A entidade afirma que o ministro não convidou o maior sindicato do setor para a reunião realizada no Tribunal Superior do Trabalho. 

Para o sindicato, a ausência reforça uma tentativa de substituir a representação sindical por associações privadas sem amparo legal. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, 5, Boulos apareceu ao lado de representantes dessas associações anunciando a criação de um grupo de trabalho, o que ampliou o desgaste com as entidades tradicionais.

O SindimotoSP sustenta que apenas sindicatos têm legitimidade constitucional para negociar direitos, firmar acordos e falar em nome da categoria. “Representação trabalhista não é disputa de popularidade nem se mede por número de seguidores”, diz o texto, ao criticar o que chama de “representação tiktoker”.

A entidade afirma que a Constituição não delega a defesa dos trabalhadores a influenciadores ou associações sem base sindical. Para o sindicato, qualquer grupo de trabalho ou negociação coletiva que exclua a entidade “atenta contra o sistema sindical, a representatividade democrática e a segurança jurídica”.

Planalto nega exclusão

A Secretaria-Geral da Presidência afirma que não afastou sindicatos do processo. Em nota, o ministério declarou que a escolha dos representantes sindicais se dará “democraticamente pelo Fórum das Centrais”.

Via Revista Oeste

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