Roubo de R$ 28 milhões em vinhos na Itália pode ter sido feito por encomenda

Quadrilha mascarada levou 30 mil garrafas de uma das vinícolas mais tradicionais do mundo. Criminosos desativaram alarmes e usaram empilhadeiras para carregar dois caminhões.

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Roubo de 30 mil garrafas de vinho na Itália provocou prejuízo de R$ 28 milhões.
Quadrilha furtou cerca de 30 mil garrafas de vinho da Marchesi Antinori, na Toscana, em um crime milionário investigado pela polícia italiana. | Foto: Reprodução/PXHere

Um roubo milionário contra uma das vinícolas mais tradicionais da Itália mobiliza investigadores na região da Toscana. Pelo menos sete criminosos mascarados invadiram um depósito da Marchesi Antinori, levaram aproximadamente 30 mil garrafas de vinho e provocaram um prejuízo estimado em 5 milhões de euros, cerca de R$ 28 milhões.

O crime ocorreu na madrugada de 3 para 4 de outubro, nas proximidades de Cortona, mas ganhou novos detalhes neste sábado (10). Em entrevista ao jornal italiano La Nazione, Piero Antinori, presidente honorário da empresa, levantou a possibilidade de que o furto tenha sido cometido por encomenda.

A suspeita considera o planejamento da ação, a escolha de rótulos de alto valor e a estrutura necessária para transportar milhares de garrafas sem chamar a atenção das autoridades.

Quadrilha desligou alarmes e usou empilhadeiras da vinícola

Os criminosos utilizaram dois caminhões para retirar os produtos do depósito. Antes de carregar os veículos, conseguiram neutralizar os equipamentos de segurança e utilizaram empilhadeiras pertencentes à própria empresa.

A ação durou aproximadamente três horas. As caixas de vinho já estavam embaladas para exportação, o que facilitou o transporte de uma quantidade tão grande de mercadorias.

Segundo Piero Antinori, os caminhões utilizados na operação circulavam com placas falsas. A informação é considerada relevante para os investigadores, que tentam identificar os veículos e reconstruir o trajeto percorrido pela quadrilha.

O desaparecimento das garrafas foi descoberto na manhã de segunda-feira (5), quando funcionários chegaram ao depósito. A empresa tornou o caso público apenas na sexta-feira (9), para preservar o andamento das investigações.

Vinhos roubados estão entre os mais valorizados da Itália

Entre os produtos levados estão garrafas das marcas Solaia, Tignanello e Guado al Tasso, todas da safra de 2023. Os investigadores trabalham com a estimativa de aproximadamente 10 mil unidades de cada rótulo.

Algumas dessas garrafas são comercializadas por valores que variam de 150 a 500 euros, dependendo do produto e do mercado.

Parte da carga seria enviada para comerciantes de Bordeaux, na França, enquanto outros lotes tinham como destino mercados internacionais, incluindo os Estados Unidos.

A destinação comercial prevista pela vinícola não significa que os produtos roubados tenham sido transportados para esses países.

Polícia investiga possível ligação com outros furtos

Fundada em 1385, a Marchesi Antinori é uma das produtoras de vinho mais antigas do mundo e permanece sob o controle da mesma família há 26 gerações. A empresa comercializa seus produtos em aproximadamente 170 países.

A dimensão do prejuízo fez o episódio ser apontado como o maior furto de vinhos já registrado na Itália.

As autoridades italianas investigam a possibilidade de que os criminosos estejam envolvidos em outros ataques semelhantes contra depósitos de vinícolas no país.

A Marchesi Antinori alertou distribuidores e consumidores para a circulação de ofertas suspeitas fora dos canais oficiais de venda. A medida pretende dificultar a comercialização das garrafas furtadas e ajudar na identificação de possíveis envolvidos.

Até as informações divulgadas neste sábado, não havia anúncio público de prisões relacionadas ao caso.

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