Um novo sistema de transporte aquaviário será implementado na zona sudoeste do Rio de Janeiro, com concessão de 25 anos e investimento inicial de R$ 101,6 milhões. A iniciativa, batizada de Lagunar Marítima, integrará Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá por meio de oito linhas, cinco terminais e seis estações. A tarifa para os passageiros será de R$ 4,70, igual à praticada nos demais modais municipais, e a expectativa é que 85 mil pessoas utilizem o serviço diariamente.
O contrato de concessão foi firmado no dia 17 de setembro entre a prefeitura e o Consórcio Lagunar Marítimo, que venceu a concorrência organizada pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos. O consórcio terá a responsabilidade de implantar, operar e manter todo o sistema durante o período acordado. Entre as estruturas previstas estão os terminais Gardênia Azul, Jardim Oceânico/Metrô, Linha Amarela, Muzema e Rio das Pedras, além de estações como Arroio Pavuna, Barra Shopping, Bosque Marapendi, Parque Olímpico, Salvador Allende e Vila Militar.
Detalhes das linhas e perspectivas de expansão no Rio de Janeiro
No total, o sistema contará com oito linhas, incluindo rotas expressas entre Rio das Pedras e Jardim Oceânico e uma linha circular ao redor da Lagoa de Jacarepaguá. As obras devem começar em 2027, depois da apresentação dos projetos executivos, plano de implementação e obtenção das licenças ambientais. O contrato prevê ainda a possibilidade de criação de novas rotas opcionais ao longo da concessão.
As embarcações terão capacidade para transportar entre 42 e 120 passageiros, com cabines fechadas, assentos estofados, acessibilidade e sistemas de segurança para navegação noturna. Apenas barcos com até cinco anos de fabricação poderão operar no início, e 10% da frota deverá permanecer como reserva.
Para permitir a navegação, será preciso recuperar o complexo lagunar da zona oeste, atualmente assoreado e poluído. A Iguá Saneamento, concessionária de água e esgoto, tem contrato de R$ 250 milhões para executar obras de dragagem e despoluição até agosto de 2026. O projeto já recebeu licença do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).