Teresina - Piauí • sábado, 03 de outubro • 25°C
Destaque / Política

Ricardo Nunes nega ter proibido manifestação do PT na Paulista

A prefeitura havia sustentado que sua preocupação era manter a região desimpedida para a logística das eleições | Foto: Reprodução/Revista <b>Oeste</b>

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou que proibiu a manifestação do Partido dos Trabalhadores (PT), prevista para este sábado, 3, na Avenida Paulista, em São Paulo. A declaração foi dada a Oeste nesta sexta-feira, 2, durante agenda do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no centro da cidade.

A caminhada organizada pelo PT vai ocorrer no cruzamento da Paulista com a Alameda Ministro Rocha de Azevedo, a partir das 10h, na data que marca a véspera do primeiro turno das eleições.

“Pegamos o documento do Tribunal Regional Eleitoral, encaminhamos ao diretório do PT e pedimos o bom senso com relação a não bloquear uma avenida tão importante”, informou Nunes. “A decisão do TRE de hoje é que, obviamente, pode ter manifestação, desde que não haja obstrução.”

O prefeito confirmou que “nunca proibiu” o ato. “Nunca houve a proibição, nem da prefeitura nem do TRE”, disse. “O pedido é para não bloquear as vias. Qual o sentido de participar da política e desrespeitar o direito de ir e vir das pessoas? Isso vale para o PT e qualquer partido.”

O ato terá a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT). Os apoiadores do petista devem seguir pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt.

Prefeitura se baseou em ofício da Justiça para vetar evento do PT

A manifestação se tornou motivo de disputa entre a Prefeitura de São Paulo e o PT ao longo da semana. Inicialmente, a administração municipal informou que eventos não poderiam ser realizados na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro, véspera e dia do primeiro turno, bem como os dias 24 e 25 de outubro, véspera e eventual segundo turno.

A gestão municipal justificou a medida com uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São de Paulo (TRE-SP) para garantir a circulação de servidores, equipamentos e materiais relacionados à votação.

Nunes já havia pedido “bom senso” aos organizadores e defendido que o evento fosse realizado de forma a não prejudicar o trânsito. O prefeito paulistano também afirmou que, na avaliação dele, a insistência em realizar a caminhada naquele local poderia gerar confusão.

TRE-SP autoriza caminhada, mas impõe restrições

Na manhã desta sexta-feira, o TRE-SP suspendeu o ofício da prefeitura que havia impedido o evento. A juíza Maria Claudia Bedotti entendeu que atos eleitorais podem ocorrer até as 22 h da véspera da votação e que a administração municipal não possui poder de polícia sobre a propaganda eleitoral.

A autorização, contudo, não permite que os organizadores fechem a Avenida Paulista. A decisão estabelece que a concentração, o deslocamento e a dispersão dos participantes ocorram sem bloqueio das pistas e sem prejudicar a circulação necessária aos trabalhos da Justiça Eleitoral.

A prefeitura havia sustentado que sua preocupação era manter a região desimpedida para a logística das eleições. Depois da controvérsia, a gestão municipal informou que não impediria a caminhada no sábado e reiterou o pedido para que os organizadores evitem transtornos no trânsito.

Fonte

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.