Tragédia com avião da PM: corpos dos três militares são liberados em Minas Gerais

Aeronave caiu durante voo de treinamento e matou três oficiais. Entre as vítimas está uma piloto que havia retornado recentemente da licença-maternidade e deixa dois filhos.

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Três militares mortos na queda de avião da Polícia Militar de Minas Gerais.
Tenente-coronel Luis Silvestre e primeiras-tenentes Gabriela Emília Resende e Alice Almeida, mortos na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais. Foto: PMMG/Divulgação.

Os corpos dos três policiais militares mortos na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foram identificados e liberados às famílias neste sábado (10). O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, no interior mineiro.

As vítimas são o tenente-coronel Luis Silvestre e as primeiras-tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida, integrantes do Comando de Aviação do Estado (ComAvE).

Segundo a Polícia Militar, a identificação foi realizada com auxílio dos registros odontológicos dos militares, procedimento que permitiu agilizar a liberação dos corpos pelo Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte.

A previsão inicial é que os velórios sejam realizados neste domingo (11), mas os detalhes das cerimônias ainda não haviam sido divulgados.

Piloto havia retornado da licença-maternidade

Uma das histórias que marcaram a tragédia é a da primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, que havia retomado recentemente suas atividades após a licença-maternidade. A policial deixa o marido e dois filhos.

Gabriela foi a primeira mulher da Polícia Militar mineira habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado.

Na quinta-feira (8), um dia antes do acidente, o Esquadrão de Asa Fixa da corporação havia publicado uma homenagem à militar para celebrar seu retorno ao trabalho.

A publicação destacava sua dedicação à carreira policial e à maternidade. O vídeo mostrava momentos da despedida da família antes de sua volta às atividades aéreas.

O tenente-coronel Luis Silvestre, outra vítima da queda, comandava o Esquadrão de Aviões do ComAvE e acumulava mais de 5 mil horas de voo. A terceira vítima, Alice Almeida, também possuía experiência na aviação de segurança pública.

Aeronave caiu durante treinamento obrigatório

O avião Pégasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 de sexta-feira.

A aeronave pousou no Aeroporto Regional de Ipatinga às 15h59 e, após uma nova decolagem, caiu nas proximidades do terminal. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20.

Os três militares participavam de um treinamento periódico obrigatório para rechecagem de habilitação, procedimento destinado à manutenção da qualificação dos pilotos.

A Polícia Militar informou que a aeronave estava com as revisões em dia. As causas do acidente ainda não foram determinadas.

Investigação busca esclarecer o que provocou a queda

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira, iniciou os procedimentos para apurar as circunstâncias da queda.

As investigações devem analisar os destroços, as condições operacionais da aeronave e outros elementos que possam ajudar a reconstruir os momentos anteriores ao acidente.

A Polícia Civil de Minas Gerais também atua na apuração, dentro de suas atribuições.

O governo mineiro decretou luto oficial de três dias em homenagem aos policiais mortos.

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