O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou, na sexta-feira 6, o seu 8º Congresso Nacional, previsto para abril de 2026. Todos os discursos trataram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência em 2026.
O ato que reuniu nomes de peso do partido, como Edinho Silva, José Dirceu, Paulo Okamotto, a ministra Márcia Lopes e os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão.
Dentro da sigla, o entendimento é de que o atual chefe do Executivo disputará a reeleição. Em outubro, durante viagem à Ásia, Lula afirmou pela primeira vez que pretende concorrer novamente. Dias depois, porém, disse que a decisão só será tomada em março de 2026.
O ato também mencionou futuras candidaturas de Benedita da Silva e José Guimarães ao Senado. Edinho Silva chamou Benedita de “quase senadora” e disse que Guimarães é “futuro senador”.
Outros detalhes do lançamento do congresso do PT

A cerimônia foi conduzida pelo deputado Jilmar Tatto, coordenador do congresso, que apresentou os responsáveis pelas quatro subsecretarias encarregadas dos eixos temáticos: Anne Moura (tática eleitoral), Valter Pomar (estatuto partidário), José Dirceu (revisão programática) e Cristiano Silveira (diretrizes do programa de governo de 2026).
Durante o discurso, Edinho antecipou temas que devem orientar as mudanças estatutárias e programáticas do PT. Ele defendeu a inclusão de pautas consideradas centrais ao século 21, como orçamento participativo, economia solidária, segurança pública com abordagem humanista, educação integral e primeira infância.
Citou também reservas de terras raras, transição energética, desenvolvimento da Amazônia e reforma na política de filiação partidária.
Datafolha: reprovação do governo Lula supera aprovação e regularidade
Apesar de Lula ter a reeleição na mira, o cenário de avaliação do governo permanece com leve tendência a desaprovação, de acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada na sexta-feira 5.
O levantamento mostrou que 37% avaliam a gestão como ruim ou péssima, 32% consideram boa ou ótima, enquanto 30% classificam como regular. Não houve oscilações significativas desde a última pesquisa.
Na rodada anterior, realizada em setembro, os índices eram semelhantes: aprovação em 33%, reprovação em 38% e regular em 28%. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, o que sugere a estabilidade nos resultados. O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em 113 cidades. O trabalho ocorreu de terça-feira 2 a quinta-feira 4.