Produtos básicos encarecem até 61% no governo Lula; café lidera alta

Levantamento do Instituto Mises compara preços de seis produtos entre 2022 e 2026; desodorante subiu 53%, gasolina 32% e leite 24%.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fotografia de arquivo.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Levantamento do Instituto Mises Brasil aponta aumentos de até 61% nos preços de produtos básicos entre 2022 e 2026. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço de produtos básicos consumidos diariamente pelos brasileiros aumentou até 61% entre 2022 e 2026, período que abrange o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O café em pó lidera os reajustes, seguido por produtos de higiene, combustíveis e alimentos. Os números fazem parte de um levantamento divulgado pelo Instituto Mises Brasil nesta terça-feira, 13.

O estudo, elaborado com base em informações do Procon de São Paulo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), compara os preços médios de seis produtos em 2022, antes da posse de Lula, com os valores registrados em 2026.

O maior aumento foi identificado no café em pó tradicional, em embalagem de 500 gramas, que passou de R$ 15,48 para R$ 24,86, uma alta de 61%. O desodorante spray aparece em seguida, com reajuste de 53%.

Veja quanto subiram os preços dos produtos básicos

Confira os valores apresentados no levantamento do Instituto Mises Brasil:

Produto 2022 2026 Aumento
Café em pó (500 g) R$ 15,48 R$ 24,86 61%
Desodorante spray (unidade) R$ 7,32 R$ 11,21 53%
Gasolina (litro) R$ 4,93 R$ 6,53 32%
Creme dental (90 g) R$ 4,05 R$ 5,23 29%
Leite longa vida (litro) R$ 4,61 R$ 5,72 24%
Carne de primeira (kg) R$ 42,01 R$ 50,49 20%

Os preços mostram que o encarecimento atingiu diferentes despesas do cotidiano. No caso da gasolina, por exemplo, o litro ficou R$ 1,60 mais caro na comparação. Já o pacote de café de 500 gramas acumula uma diferença de R$ 9,38.

O levantamento apresenta valores médios de produtos específicos. Portanto, os percentuais não representam a inflação acumulada de toda a economia brasileira, nem demonstram isoladamente quais fatores provocaram cada reajuste.

Confira o levantamento divulgado pelo Instituto Mises

A publicação original reúne os dados de preços comparados entre 2022 e 2026:

Ver publicação do Instituto Mises Brasil no Instagram

Inflação oficial acumula aumentos durante a gestão Lula

Além dos preços dos produtos selecionados, os indicadores oficiais ajudam a dimensionar o comportamento da inflação nos últimos anos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou os seguintes resultados anuais:

  • 2022: 5,79%;
  • 2023: 4,62%;
  • 2024: 4,83%;
  • 2025: 4,26%.

Em setembro de 2026, o IPCA apresentou alta de 0,82% no mês e acumulou 4,58% em 12 meses, percentual acima do limite superior de 4,5% da meta de inflação.

A inflação oficial considera uma cesta abrangente de bens e serviços, enquanto o levantamento do Instituto Mises acompanha apenas seis produtos. Por essa razão, os resultados medem conjuntos de preços diferentes.

Juros continuam elevados e pressionam o crédito

A taxa básica de juros, a Selic, também passou por mudanças durante o período analisado. No fim de 2022, estava em 13,75% ao ano. Em janeiro de 2026, alcançou 15%, antes de recuar para 13,75% em setembro.

Definida pelo Banco Central do Brasil, a Selic é um dos principais instrumentos de controle da inflação e influencia diretamente as condições de crédito, financiamento e consumo.

Apesar da redução em relação ao pico registrado em 2026, a taxa permanece no mesmo patamar nominal observado no encerramento de 2022.

O levantamento evidencia o aumento do custo de itens presentes na alimentação, na higiene e no transporte. Entre os seis produtos analisados, todos ficaram mais caros na comparação entre 2022 e 2026, com reajustes que variam de 20% a 61%.

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