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Primeiro-ministro do Houthi é morto em ataque de Israel

 

O primeiro-ministro do Houthi, Ahmed Ghaleb al-Rahawi, foi morto em um ataque aéreo israelense em Sanaa, no Iêmen, na semana passada. O grupo terrorista confirmou a informação neste sábado, 30.

A morte de al-Rahawi, o mais alto líder houthi eliminado até o momento, ocorre em meio a uma escalada de tensões desde que os rebeldes iemenitas começaram a atacar Israel em apoio ao Hamas, na guerra em Gaza. O grupo prometeu vingança.

Em comunicado, o Houthi informou que al-Rahawi e vários ministros morreram durante uma reunião, quando bombas israelenses atingiram o local. O grupo também revelou que outros integrantes do governo ficaram feridos, alguns gravemente.

A reação do governo Houthi

A morte de al-Rahawi não deve afetar significativamente o funcionamento do governo houthi, pois o poder do grupo está centralizado nas mãos do líder Abdul Malik al-Houthi. Mesmo assim, o grupo terrorista anunciou Mohammed Muftah, vice de al-Rahawi, como primeiro-ministro interino.

Em um vídeo divulgado pelo chefe do Conselho Político Supremo houthi, Mehdi al-Mashat, o grupo prometeu vingar a morte do líder. Al-Mashat fez um apelo a empresas estrangeiras para que deixem Israel.

Israel intensifica ataques ao Iêmen

O ataque israelense contra al-Rahawi faz parte de uma estratégia mais ampla de Israel para neutralizar os ataques do Houthi, que vêm disparando mísseis e drones contra cidades israelenses desde o começo da guerra em Gaza. O Exército israelense havia informado na semana passada sobre bombardeios em Sanaa, que atingiram instalações militares, incluindo áreas próximas ao palácio presidencial, usinas de energia e depósitos de combustível.

Israel justificou os ataques como uma retaliação aos constantes disparos do Houthi contra alvos israelenses, incluindo mísseis e drones. A resposta foi reforçada depois de o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter afirmado que líderes houthis, como al-Rahawi, poderiam ser alvos de assassinato se continuassem atacando Israel.

Uma bola de fogo surge no local de um ataque aéreo israelense em Sanaa, Iêmen – 24/8/2025 | Foto: Stringer/Reuters

A escalada da guerra e a posição do Houthi

O Houthi passou a governar grande parte do Iêmen depois da guerra civil que começou em 2014. O grupo é conhecido por seu slogan de oposição a Israel e aos Estados Unidos, o que tem alimentado a hostilidade na região. Desde o começo do conflito, o Houthi também impôs um bloqueio naval no Mar Vermelho, a fim de atacar navios com supostas conexões com Israel, o que afetou o comércio global.

Durante o governo de Joe Biden, uma coalizão multinacional liderada pelos EUA intensificou a campanha contra o Houthi para conter os ataques marítimos. Essa ofensiva foi reforçada durante o governo de Donald Trump, que prometeu a aniquilação total dos rebeldes. No entanto, em maio, Trump anunciou o fim dos bombardeios, ao alegar que o Houthi havia expressado interesse em negociar.

Via Revista Oeste

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