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Premiê do Catar culpa Netanyahu por ‘frustrar libertação de reféns’

Declarações do primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, trouxeram novas críticas a Israel nesta quinta-feira, 11. Ele responsabilizou o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, por frustrar as chances de libertação dos reféns que ainda permanecem na Faixa de Gaza.

Antes de seguir para compromissos na Organização das Nações Unidas (ONU), Al-Thani enfatizou que o ataque israelense em solo catariano, que resultou em pelo menos seis mortos, provocou forte reação entre países do Golfo Árabe e abalou tentativas de mediação para um cessar-fogo em Gaza.

Crise dos reféns e delcarações de Netanyahu

Ataque de Israel em Doha, no Catar | Foto: Reprodução/X

Em entrevista à CNN na noite de quarta-feira, 10, o xeique relatou que estava se encontrando com uma das famílias dos reféns na manhã do ataque. “Eles estão contando com essa mediação [de cessar-fogo], não têm outra esperança”, disse. “Acho que o que Netanyahu fez acabou com qualquer esperança para aqueles reféns.”

Catar e Egito têm atuado como principais mediadores no esforço para interromper os confrontos em Gaza. O governo catariano abriga líderes do Hamas em Doha há anos, em resposta a um pedido dos Estados Unidos para facilitar negociações entre o grupo terrorista e Israel.

Até o momento, não houve resposta oficial de Netanyahu. Seu gabinete está envolvido em conflitos na região desde o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. Mesmo assim, o premiê israelense reafirmou a defesa das ações militares e ameaçou novas medidas contra o Catar, apesar de recentes tentativas dos EUA para conter tensões e garantir que não ocorram novos ataques em território catariano.

Netanyahu já afirmou que “todas as nações que abrigam terroristas devem expulsá-los ou levá-los à Justiça”. “Porque se vocês não o fizerem, nós o faremos”, disse o premiê israelense.

O primeiro-ministro do Catar está previsto para participar de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira, 11. Ele dá continuidade à ofensiva diplomática do país depois do ataque israelense.

Via Revista Oeste

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