A paralisação de funcionários da Starbucks nos EUA ganhou novo alcance nesta sexta-feira, 14, quando o prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani, pediu que consumidores evitem a rede enquanto durar o impasse trabalhista. O apelo ocorreu no mesmo dia em que o sindicato da categoria iniciou uma greve sem prazo para terminar.
O Starbucks Workers United informou que trabalhadores de várias regiões aderiram à greve. A entidade avisou que pretende manter a paralisação até que a empresa avance nas tratativas por um acordo. A ação coincidiu com o Red Cup Day, data de grande movimento nas lojas por causa da distribuição de copos reutilizáveis.
Depois de campanha woke, Starbucks perde o apoio da esquerda
Mamdani escreveu nas redes sociais que deixará de frequentar a rede durante a greve. Ele pediu que seus seguidores façam o mesmo para fortalecer o movimento. O político venceu a eleição de 4 de novembro, meses depois de superar Andrew Cuomo nas primárias e novamente na disputa final.
Starbucks thought being woke would save them from the crazies. They were wrong.
“Zohran Mamdani tells 1M social media followers to boycott Starbucks amid ongoing worker strike” https://t.co/JGwZVGUOBl
— Jason Miller (@JasonMiller) November 15, 2025
A mobilização reacendeu críticas à comunicação institucional da Starbucks. Em 2023, uma campanha veiculada na Índia mostrou uma mulher trans sendo chamada pelo nome social ao retirar o pedido. A peça viralizou, alcançou milhões de visualizações e gerou forte divisão. Parte do público aprovou a mensagem. Outro grupo acusou a marca de impor valores externos ao país e pediu boicote.
O desgaste retornou nesta semana. Jason Miller, ex-estrategista do presidente Donald Trump, afirmou que a empresa acreditou que uma postura mais “woke” a protegeria de reações duras, mas enfrentou o contrário.