A morte de uma jovem polonesa, em Bali, chamou a atenção para os riscos de dietas extremas. Karolina Krzyzak, de 27 anos, estava hospedada em um hotel na Indonésia. Funcionários do hotel encontraram Karolina sem vida, pesando apenas 16 quilos devido à desnutrição.
Karolina, que havia estudado na Universidade de Leeds, no Reino Unido, viajou com o objetivo de conhecer adeptos do veganismo e do frugivorismo.
Ela enfrentava anorexia desde a adolescência e, ao longo dos anos, restringiu ainda mais sua alimentação, limitando-se principalmente a frutas.
Funcionários do resort disseram que receberam alerta sobre as restrições alimentares da hóspede e perceberam sinais graves de fragilidade física, como unhas amareladas, dentes em mau estado e dificuldades para caminhar.
Karolina ignorou alertas sobre desnutrição
Os funcionários relataram que, em determinada noite, Karolina precisou ser acompanhada até o quarto por não conseguir andar sozinha.
Alguns dias depois do relato de um amigo que não conseguia contato com Karolina desde sua chegada, a equipe do hotel encontrou a jovem sozinha e sem vida no quarto.
Tanto funcionários quanto hóspedes recomendaram que ela procurasse atendimento médico, orientação também dada por seus familiares e amigos próximos.
No entanto, Karolina considerava sua dieta saudável e recusava intervenções médicas. O frugivorismo consiste basicamente em consumir frutas cruas, pequenas porções de sementes, nozes e, em certos casos, hortaliças, excluindo alimentos de origem animal e itens cozidos.
Nas redes sociais, a estudante costumava exibir seu estilo de vida, aparecendo junto da natureza e mostrando refeições à base de frutas.
Em publicação de 2019, ela afirmou “amar a si mesmo é a nossa verdadeira natureza”.