Piauí registra quase 6 mil incêndios em 2026; só setembro teve 1.844 ocorrências

Levantamento do Corpo de Bombeiros aponta 4.440 incêndios em vegetação até 9 de outubro; Teresina concentra o maior número de registros.

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Bombeiro do Piauí, com uniforme laranja, combate chamas em área de vegetação, cercada por árvores e fumaça.
Bombeiro atua no combate a incêndio em área de vegetação. No Piauí, a corporação registrou 5.995 ocorrências de incêndio entre janeiro e 9 de outubro de 2026. | Foto: Ascom SSP-PI/Divulgação

O Piauí registrou 5.995 ocorrências de incêndio entre 1º de janeiro e 9 de outubro de 2026. Os dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí (CBMEPI) revelam o avanço dos incêndios em vegetação e a elevada demanda por atendimentos. Somente em setembro, foram contabilizadas 1.844 ocorrências, o maior volume mensal do período.

Segundo o levantamento elaborado pelo Comando Operacional de Bombeiros (COB), 4.440 registros envolveram incêndios em vegetação e outros 1.555 foram classificados como incêndios urbanos. Teresina lidera as ocorrências nas duas categorias.

Os números correspondem aos atendimentos e registros da corporação. Portanto, não representam necessariamente todos os focos de calor detectados por satélites no território piauiense.

Incêndios em vegetação representam 74% das ocorrências no Piauí

Os incêndios em vegetação foram aproximadamente 2,9 vezes mais frequentes que os urbanos durante o período analisado.

Em média, o Corpo de Bombeiros registrou 15,74 ocorrências diárias relacionadas à vegetação e 5,51 incêndios urbanos por dia.

PANORAMA DOS INCÊNDIOS | PIAUÍ 2026
Quase 6 mil ocorrências registradas
Registros do Corpo de Bombeiros entre janeiro e 9 de outubro
5.995
Total de ocorrências
Incêndios em vegetação
4.440
74,1% do total
Incêndios urbanos
1.555
25,9% do total
Fonte: CBMEPI/Comando Operacional de Bombeiros. Percentuais calculados a partir dos totais oficiais. Registros da corporação, não contagem de focos por satélite.

Setembro registra 1.844 incêndios e concentra maior demanda

O levantamento identifica uma mudança no perfil dos atendimentos ao longo de 2026. Entre janeiro e maio, os incêndios urbanos foram predominantes. A partir de junho, os registros de fogo em vegetação aumentaram e passaram a superar as ocorrências urbanas.

Em agosto, foram contabilizados 1.309 incêndios em vegetação. No mês seguinte, setembro registrou o maior volume de atendimentos do período:

  • 1.590 incêndios em vegetação;
  • 254 incêndios urbanos;
  • 1.844 ocorrências no total.

A intensidade dos registros continuou no início de outubro. Somente nos primeiros nove dias do mês, o Corpo de Bombeiros contabilizou 633 incêndios em vegetação e 78 urbanos, somando 711 ocorrências.

Embora outubro ainda esteja em andamento, os dados demonstram que os atendimentos relacionados ao fogo em áreas de vegetação permanecem elevados.

Teresina lidera incêndios urbanos e em vegetação

A capital concentra a maior parcela dos registros apresentados na distribuição municipal do levantamento.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Teresina responde por 63,37% das ocorrências urbanas e 47,11% dos incêndios em vegetação considerados nessa distribuição.

No interior do Piauí, o recorte municipal referente aos meses de maio a outubro destaca três cidades entre as que apresentam maior participação nos registros de incêndios em vegetação:

  • Picos: 9%;
  • Floriano: 7,84%;
  • Parnaíba: 6,36%.

Os percentuais municipais correspondem aos recortes utilizados pela corporação e não devem ser confundidos com a participação no total acumulado de 5.995 ocorrências em todo o estado.

Residências lideram ocorrências de incêndios urbanos

O relatório também identifica os tipos de locais onde os bombeiros registraram os incêndios.

Entre as ocorrências urbanas analisadas, as residências aparecem na primeira posição, com 32,19%, seguidas pelas vias urbanas, com 22,20%, e pelos terrenos baldios, com 8,21%.

Nos incêndios classificados como ocorrências em vegetação, a distribuição dos locais identificados é diferente:

  • Áreas de vegetação: 33,28%;
  • Vias urbanas: 20,81%;
  • Terrenos baldios: 16,06%.

Os dados mostram que o risco de incêndios não está restrito a áreas afastadas dos centros urbanos. Residências, ruas e terrenos sem ocupação também aparecem entre os locais que exigem atendimento das equipes.

Corpo de Bombeiros intensifica atendimentos e alerta para prevenção

Diante do volume de ocorrências, o Corpo de Bombeiros reforça a importância da prevenção, especialmente em períodos de condições ambientais desfavoráveis à contenção do fogo.

A corporação orienta a população a evitar queimadas e outras práticas capazes de provocar incêndios ou facilitar sua propagação.

Com quase 6 mil registros em pouco mais de nove meses, o levantamento evidencia a pressão sobre as equipes de combate a incêndios no Piauí. A concentração das ocorrências em vegetação e o crescimento observado a partir de junho reforçam a necessidade de atenção durante o restante do ano.

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