A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 25, a Operação Alto Custo, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à compra de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado ações judiciais para obter medicamentos custeados pelo poder público. Advogados são suspeitos de apresentar reiteradamente à Justiça orçamentos com valores supostamente superfaturados.
Os documentos seriam fornecidos por empresas também investigadas na operação. A suspeita é de que advogados e empresas atuassem de forma coordenada para elevar artificialmente os preços e, assim, aumentar os recursos públicos destinados às compras.
A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Nova Lima e São João del-Rei, em Minas Gerais. Celulares e documentos foram apreendidos. A investigação também busca identificar outras pessoas e empresas que possam ter participado do esquema.
Aquisição de medicamentos de alto custo pelo SUS

A aquisição de medicamentos de alto custo pelo SUS pode ocorrer diretamente pelo poder público ou por determinação judicial. Nesse último caso, pacientes recorrem à Justiça para obter tratamentos que não estão disponíveis regularmente na rede pública ou cujo fornecimento foi negado.
Quando a decisão é favorável, União, Estados ou municípios podem ser obrigados a custear a compra do medicamento.