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PF é cobrada a revelar encontros de Vorcaro durante custódia

Reprodução de vídeo de Daniel Vorcaro prestando depoimento à Polícia Federal | Foto: Reprodução/ PF

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) voltou a cobrar da Polícia Federal (PF) a relação de pessoas que visitaram Daniel Vorcaro durante o período em que o ex-banqueiro esteve sob custódia da Superintendência da corporação, em Brasília. 

Em novo requerimento, a parlamentar exigiu que a corporação discrimine os encontros por data e categoria — incluindo eventuais visitas de agentes públicos — e apresente os documentos que fundamentaram a restrição de acesso aos registros.

O requerimento de informação protocolado na Câmara dos Deputados, complementou uma cobrança feita anteriormente por Ventura. O primeiro pedido buscava esclarecer, entre outros pontos, quais fundamentos legais, administrativos e técnicos haviam sido utilizados para restringir o acesso às informações sobre as visitas recebidas por Vorcaro.

A nova iniciativa ocorre depois de a parlamentar considerar insuficiente a resposta encaminhada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o requerimento, a PF não respondeu individualmente às perguntas apresentadas e reaproveitou um ofício elaborado originalmente para atender a outro parlamentar, referente a período distinto de custódia.

“Não basta reencaminhar uma resposta pronta, feita para outro parlamentar, sobre um período diferente”, declarou Ventura. “Queremos saber, com base documental, por que o acesso a esses registros foi restringido.”

adriana ventura
A deputada federal Adriana Ventura protocolou o novo requerimento nesta semana| Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A documentação obtida anteriormente permite separar a passagem de Vorcaro por duas estruturas diferentes. No período de 6 a 19 de março, quando esteve na Penitenciária Federal em Brasília, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que o ex-banqueiro não recebeu visitas sociais de familiares ou amigos. Foram registrados, contudo, 15 atendimentos de advogados.

A própria Senappen informou que caberia à PF complementar a resposta referente ao restante do período, uma vez que Vorcaro permaneceu sob custódia da Superintendência da corporação durante a maior parte do tempo. É justamente sobre essa etapa que Adriana agora busca informações individualizadas.

Novo pedido sobre visitas a Vorcaro

A cobrança ocorre em meio aos sucessivos desdobramentos do caso Banco Master, que ampliaram o interesse sobre as relações mantidas por Vorcaro com autoridades, empresários e outros personagens durante o período investigado. Nesse sentido, a deputada busca obter da corporação os registros capazes de esclarecer quem esteve no local.

No novo requerimento solicita-se que a PF apresente:

  • O número e a cópia do processo, decisão ou ato que determinou a restrição de acesso aos registros, com data e identificação da autoridade responsável;
  • Os normativos internos que disciplinam visitas a pessoas mantidas sob custódia da Polícia Federal;
  • As diferenças de tratamento previstas para familiares, advogados e agentes públicos;
  • O número de visitas recebidas por Vorcaro, com data e categoria do visitante;
  • Informações sobre eventual recurso administrativo apresentado contra a restrição;
  • Eventual participação ou consulta à Corregedoria-Geral da PF ou à Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o episódio.

O requerimento também pede expressamente que a PF responda às contestações apresentadas, sem simplesmente “reaproveitar” um documento elaborado para outro pedido de outro parlamentar.

“Fiscalizar como a Polícia Federal trata seus próprios registros administrativos é papel do Congresso, ainda mais quando o tema já é de interesse público”, afirmou a deputada.

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