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Petróleo nas Malvinas: disputa entre Argentina e Reino Unido

Petróleo nas Malvinas: disputa entre Argentina e Reino Unido

A exploração de petróleo no campo Sea Lion, a 480 km da Patagônia, reacendeu a disputa secular entre Argentina e Reino Unido. Com início em 2028, o projeto bilionário pode triplicar a economia do arquipélago, gerando forte reação diplomática do governo de Javier Milei.

Qual o motivo da nova crise diplomática entre os países?

O gatilho é o avanço do projeto Sea Lion, que prevê investimentos de US$ 2 bilhões na exploração de óleo e gás. Para a Argentina, isso é uma exploração ilegal de seus recursos naturais. Já o Reino Unido defende o direito dos habitantes das ilhas, conhecidas pelos britânicos como Falkland, de decidirem sobre o uso de suas riquezas naturais e o desenvolvimento de sua própria economia.

Como esse projeto pode mudar a economia das ilhas?

A expectativa é que a exploração triplique o Produto Interno Bruto (PIB) local. Estimativas indicam uma produção de 50 mil barris por dia até 2032. O lucro com impostos e royalties seria tão alto que equivaleria a 80 mil libras anuais para cada um dos 3.500 moradores. O governo local pretende usar parte desse dinheiro para financiar a defesa do arquipélago e manter as tropas britânicas na região.

Qual é a posição oficial de Javier Milei sobre o assunto?

O presidente argentino afirma que a exploração é unilateral e ilegítima. Embora use um tom menos agressivo que governos anteriores, Milei prometeu esforços diplomáticos para barrar o projeto. Ele se baseia em uma resolução da ONU de 1976, que recomenda que nenhum dos lados tome medidas que alterem a situação das ilhas enquanto o impasse da soberania não for resolvido.