A líder da minoria na Câmara, deputada Carol De Toni (PL-SC), afirma que o movimento de obstrução na Casa pode se intensificar se o PL da Anistia não avançar. A declaração foi dada com exclusividade a Oeste.
Nesta quinta-feira, 2, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu que os líderes partidários não assinassem o requerimento de urgência para acelerar a tramitação da anistia.
Com esse pedido, a proposta que deve beneficiar os presos do 8 de janeiro de 2023 não será pautada no plenário da Casa na próxima semana – como era a expectativa da oposição.
O Partido Liberal recalculou a rota e, agora, coleta assinaturas de deputados que apoiam o projeto. Para a proposta ser aprovada, são necessários 257 votos a favor da proposta. Até quinta-feira, 165 parlamentares tinham assinado o documento.
De acordo com Carol De Toni, a anistia “é nossa prioridade número um, e não vamos recuar”. O objetivo é que, ao mostrar as assinaturas dos deputados, seja aumentada a pressão para que Motta paute a urgência da proposta.
“Os parlamentares que possuem o mínimo de sensibilidade e conhecimento jurídico sabem que essa pauta vai além de ideologias – trata-se de um princípio básico de justiça”, afirma. “Está mais do que evidente que estamos diante de uma perseguição política aos opositores. Quem realmente defende a democracia se posiciona contra essas arbitrariedades e apoia a anistia.”
Obstrução é mantida para pressionar pela anistia
Questionada se o movimento de obstrução do Partido Liberal pode ser intensificado caso a anistia não avance, Carol De Toni confirmou: “Sem dúvida”.
“A aprovação da anistia é uma questão de tempo, e seguiremos firmes até que essa matéria seja pautada e votada”, destacou. “A tendência é que a obstrução se intensifique com o passar das semanas, caso não haja avanços.”
“Temos sido a voz daqueles que foram silenciados nos autos”, destacou a líder. “Ao expor as histórias dessas pessoas, as acusações infundadas, as penas desproporcionais e as graves violações de direitos, a sociedade tem compreendido ainda mais a urgência da anistia.”