O Instituto Brasileiro de Museus incluiu as 13 gravuras de Candido Portinari e Henri Matisse roubadas da Biblioteca Mário de Andrade no Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos, sistema usado por forças de segurança para localizar obras furtadas.
O registro traz fotos, dimensões e descrições das peças para orientar equipes da Receita Federal e da Polícia Federal (PF) em inspeções em portos e aeroportos.
As gravuras pertencem a duas séries distintas: oito de Jazz, de Matisse, e cinco de Menino de Engenho, de Portinari. Todas estavam na mostra Do Livro Ao Museu, organizada com acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo e da própria biblioteca. O furto ocorreu no último dia da exposição.
Depois do furto, a Prefeitura de São Paulo solicitou à PF que acionasse a Interpol. O município informou que a polícia internacional opera um banco de dados que concentra alertas de obras saqueadas em diversos países. A intenção é evitar que as gravuras deixem o Brasil ou circulem em mercados estrangeiros.
A prefeitura também comunicou o caso ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, responsável pelo Banco de Bens Culturais Procurados, e à Associação de Galerias de Arte do Brasil.
Câmeras registram quando criminosos descarregam obras de arte
A investigação avançou com imagens do sistema SmartSampa, operado pela prefeitura. As câmeras registraram quando dois homens, às 10h43 do último domingo, 7, estacionam uma van na Rua João Adolfo, perto da Avenida Nove de Julho. Eles retiraram as gravuras do veículo e seguiram a pé pela calçada com o material.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil conduz diligências para identificar e prender os envolvidos. O paradeiro das obras continua desconhecido.