O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, afirmou nesta quinta-feira (24) que “não gosta de petista” e classificou integrantes do PT como pessoas com “desvio moral e intelectual”.
A declaração ocorreu durante entrevista a jornalistas, em meio à discussão sobre a intenção do governo Lula da Silva de acabar com os patrocínios de casas de apostas no futebol.
Adson disse ser contrário às apostas esportivas, mas defendeu o cumprimento dos contratos já assinados pelos clubes. O Atlético-GO tem a Blaze como patrocinadora máster. Segundo o dirigente, uma eventual ruptura exigiria a devolução de valores já recebidos.
Ele também criticou o momento da discussão, a cerca de 15 dias da eleição. “Eu nunca joguei, nem vou jogar. Sou contra esses negócios. Jogo que eu gosto só de futebol”.
Flamengo critica plano petista
O Flamengo também se manifestou nesta sexta-feira (25) contra uma eventual mudança abrupta nas regras. Em nota, o clube afirmou que o Brasil discutiu, aprovou e regulamentou o mercado de apostas, levando empresas e instituições a assumir compromissos com base no marco legal.
O clube defendeu o combate ao mercado ilegal, mas argumentou que o encerramento do mercado regulado pode afetar o futebol profissional, categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos. Também citou impactos sobre empregos, fornecedores, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, além da arrecadação pública.
Redes falam em oportunismo eleitoral
Segundo o Flamengo, estudo da LCA Consultores, baseado em pesquisa do Instituto Locomotiva realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores, estima que entre 38% e 44% do valor apostado on-line no país esteja atualmente em plataformas clandestinas. A nota sustenta que essa participação caiu depois da regulamentação.
Nas redes sociais, o assunto foi abordado por vários perfis como oportunismo eleitoral da campanha de Lula da Silva à reeleição. “Lula é um bandido fanfarrão, ele que aprovou as bets agora quer vetá-las. Vai fazer a União desembolsar milhões de reais, empresas e clubes terem prejuízos, fora que se instala o clima de instabilidade jurídica”, escreveu um usuário.
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