Morre Netinho, voz do hit “Milla”, aos 60 anos após luta contra o câncer

Ícone do axé morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, após complicações de um linfoma; velório e cremação serão reservados à família e aos amigos.

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Cantor Netinho, intérprete de sucessos como "Milla" e "Beijo na Boca", morreu aos 60 anos, em Salvador, após enfrentar um câncer no sistema linfático.
Cantor Netinho, intérprete de sucessos como "Milla" e "Beijo na Boca", morreu aos 60 anos, em Salvador, após enfrentar um câncer no sistema linfático. Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos grandes nomes do axé brasileiro e responsável pelo sucesso “Milla”, morreu nesta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. O artista enfrentava havia mais de um ano um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer que afeta o sistema linfático.

Segundo as informações divulgadas, a doença evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. A morte foi confirmada pela assessoria do cantor em comunicado publicado nas redes sociais.

Na mensagem, a equipe destacou a trajetória de Netinho, seu carisma e a contribuição para a música brasileira, especialmente durante o período de maior popularidade do axé.

Netinho enfrentava câncer havia mais de um ano

O artista estava em tratamento contra um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que atinge células do sistema linfático, responsável por funções importantes na defesa do organismo.

O quadro de saúde se agravou e evoluiu para complicações renais e comprometimento de múltiplos órgãos.

Durante o tratamento, Netinho compartilhou informações sobre sua saúde com os fãs e chegou a publicar mensagens sobre a recuperação e os desafios enfrentados.

O cantor havia completado 60 anos em 2026. Nos últimos meses, manteve contato com seus admiradores por meio das redes sociais, onde recebia manifestações de carinho e apoio.

Família divulga mensagem de despedida e anuncia cerimônia reservada

No comunicado de falecimento, a equipe do artista ressaltou seu legado musical e a ligação construída com o público ao longo de décadas.

A nota também recuperou uma reflexão de Netinho sobre a própria vida, feita durante o período de tratamento:

“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei.”

Na mesma manifestação, o cantor expressou gratidão pela alegria que sua música proporcionou aos fãs.

Por desejo do próprio Netinho, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, com a presença apenas de familiares e amigos próximos.

Veja o comunicado divulgado no perfil oficial de Netinho

Ver comunicado oficial sobre o falecimento de Netinho no Instagram

De “Beijo na Boca” ao sucesso nacional com “Milla”

Natural de Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Netinho se mudou para Salvador aos 10 anos. Foi na capital baiana que desenvolveu sua ligação com a música e iniciou uma carreira que o transformaria em uma das vozes mais conhecidas do axé.

Em 1988, o cantor estreou como vocalista da Banda Beijo, durante o Carnaval de Salvador. A projeção nacional veio com músicas como “Beijo na Boca”, que ajudaram a consolidar a popularidade do grupo.

Ao longo dos anos seguintes, também ganhou destaque com canções como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida É Festa”.

Em 1993, Netinho iniciou sua carreira solo, ampliando o alcance de seu trabalho e conquistando novos públicos.

O maior sucesso dessa fase veio em 1996, com “Milla”, música que se tornou um dos grandes clássicos do axé e marcou gerações de brasileiros.

A canção consolidou seu nome entre os artistas mais populares do gênero, especialmente durante a expansão nacional do Carnaval baiano nos anos 1990.

Artista deixa legado na música baiana

Com uma trajetória marcada por apresentações de grande público e sucessos que atravessaram décadas, Netinho ajudou a popularizar o axé para além das festas de Carnaval.

Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade. Da união nasceu sua filha, Bruna Trindade.

A morte de Netinho encerra a trajetória de um dos artistas que contribuíram para levar a música da Bahia a diferentes regiões do Brasil. Canções como “Milla” e “Beijo na Boca” permanecem entre os trabalhos mais reconhecidos de sua carreira.

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