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Moraes vê com ‘bons olhos’ atuação de Derrite no PL Antifacção

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou em entrevista à CNN Brasil o projeto de lei Antifacção. O parlamentar disse que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “vê com bons olhos” a atuação do deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas-SP) na elaboração do texto. 

Segundo Motta, Moraes acompanha com atenção o trabalho do relator. A proposta prevê penas mais rígidas e busca atualizar a legislação que combate o crime organizado.

O presidente da Câmara afirmou ainda que a escolha de Derrite para a relatoria se deve ao perfil considerado técnico e à condução de um amplo debate sobre o tema. A votação do projeto está marcada para esta terça-feira, 18.

Motta diz que o foco de Moraes é “combater o crime”

Moraes é o relator da ADPF das Favelas, que restringiu a atuação policial contra criminosos nas favelas do Rio de Janeiro. O tema sobre a segurança pública, segundo Motta, é um dos focos do ministro, que debate o assunto com o presidente do STF, Edson Fachin.

Ainda segundo Motta, Derrite dialoga com ministros e autoridades do governo federal. O texto do projeto passou por alterações e propõe a criação de um novo Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.

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O ministro Alexandre de Moraes, durante solenidade de posse na vice-presidência do STF – 29/9/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

“Na hora que o deputado Derrite teve a capacidade de entender que o melhor caminho seria criar esse Marco Legal de Combate ao Crime Organizado e não discutir lei antiterrorismo ou qualquer outra, mas criando uma legislação nova, penso que conseguiu arredondar o texto”, disse Motta à CNN.

Foco no combate ao crime financeiro e à sonegação

Sobre medidas para endurecer o combate ao crime organizado no aspecto financeiro, Motta informou que, nos próximos dias, líderes partidários vão discutir o projeto que endurece regras contra fraudes fiscais.

O Senado já aprovou proposta similar, enquanto a Câmara acatou o regime de urgência no final de outubro. A expectativa é definir rapidamente o relator e o cronograma de votação.

O presidente da Câmara enfatizou que a escolha do relator do projeto de combate à sonegação deve recair sobre alguém com perfil técnico. Conforme Motta, o tema é uma das principais demandas do Ministério da Fazenda no Congresso desde o começo do ano.



Via Revista Oeste

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