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Moraes exige foto de réu, e advogado pede suspensão julgamento

Durante a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 12, o ministro Alexandre de Moraes interrompeu a sustentação oral do advogado Jeffrey Chiquini. O magistrado questionou a ausência de uma foto específica nos autos do processo. 

Chiquini representa o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, que está sob a acusação de participar de um suposto plano de golpe de Estado entre o fim de 2022 e o início de 2023. Moraes observou que o advogado havia anexado imagens do réu em diferentes dias, mas nenhuma referente à data do aniversário dele. 

Moraes: “A esposa não tirou?”

“Vossa senhoria junta uma foto do dia 12/11, do réu na piscina, e outra do dia 14/11, jantando com amigos. Mas não há nenhuma foto do dia do aniversário? A esposa não tirou? Os filhos não registraram?”, perguntou o ministro.

Chiquini respondeu propondo a suspensão do julgamento para que a Polícia Federal apresentasse o laudo de extração do celular de Azevedo. Ele explicou que as imagens disponíveis vieram de outras fontes. “Essas fotos eu consegui na nuvem. A do dia 14 é do celular da esposa do coronel. Não tenho acesso ao celular dele, que está com a PF”. Depois das explicações, Moraes encerrou o questionamento.

Em outro momento da sessão, o advogado demonstrou irritação com o vice-procurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, que teria rido enquanto ele falava. “Peço vênia, mas não sei o que há de engraçado. Estou me referindo a um processo grave”. Ele reiterou que dispõe de ata notarial comprovando o conteúdo do celular da esposa de Azevedo, mas que não há perícia sobre o aparelho do militar. “O delegado tem o celular em mãos. Isso não aconteceu nem na Lava Jato”.

Chiquini criticou da mesma forma o trabalho da Polícia Federal. Alegou principalmente ter identificado adulterações em arquivos do inquérito. “Houve alteração de código. Isso significa adulteração, fraude”. O advogado pediu a responsabilização do delegado Fábio Schor, apontado como responsável pelas irregularidades.



Via Revista Oeste

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