No dia 4 de outubro de 2026, mais de 158 milhões de eleitores em todo o país irão às urnas para escolher o presidente da República, governadores dos Estados, senadores, deputados estaduais e federais, além dos deputados distritais (no caso do Distrito Federal). Diante de tantos números a serem digitados, é importante levar uma “colinha” para não se perder na hora do voto.
Segundo orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anotar os números dos seis candidatos na “colinha” ajuda a evitar erros e ainda contribui para reduzir filas nas seções eleitorais.
“A chamada ‘colinha eleitoral’, com os números das candidaturas, pode ser levada para a cabine, desde que esteja impressa. O uso da anotação ajuda o eleitor a consultar os números antes de digitá-los na urna”, informa o TSE.
A ordem de votação que aparecerá na urna no 1º turno do pleito, no dia 4 de outubro, será a seguinte:
- Deputado federal
- Deputado estadual
- Senador (1ª vaga)
- Senador (2ª vaga)
- Governador
- Presidente da República
Cada cargo é identificado por uma sequência numérica. Para votar no deputado federal, é necessário teclar quatro dígitos na urna eletrônica; para deputado estadual, são cinco; para senadores, três dígitos; já para governador e presidente, são dois dígitos.

‘Colinha’ em papel e simulador
De acordo com a Justiça Eleitoral, o eleitor deve levar sua “colinha” em papel, já que não é permitida a entrada com aparelho celular na cabine de votação. A restrição consta do artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026, que também proíbe o uso de câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento eletrônico.
O celular pode ser usado apenas para a identificação do eleitor junto à mesa receptora de votos por meio do aplicativo e-Título (desde que mostre a foto do eleitor) ou pela apresentação de outros documentos oficiais em formato digital, como a CNH Digital e o RG Digital.
O eleitor pode procurar modelos de “cola” eleitoral e começar a treinar antes mesmo do dia da votação. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), por exemplo, preparou um desses modelos: disponível para download e impressão, o material traz os cargos em disputa na mesma sequência da urna.
A “colinha” também pode ser retirada nos cartórios eleitorais, que dispõem de uma quantidade equivalente a 10% do eleitorado cadastrado na zona eleitoral.
Também há a possibilidade de o eleitor utilizar o simulador de votação criado pela Justiça Eleitoral. Qualquer um pode acionar a ferramenta pelo celular ou pela internet. O simulador reproduz a ordem de votação, com candidatos fictícios.
Durante a simulação, o eleitor passa pelas seis etapas da votação e pode usar a “cola” eleitoral com os números de candidatos fictícios que lhe são apresentados. Assim, é possível treinar a sequência dos cargos antes de ficar frente a frente com a urna eletrônica, no dia 4.
Atenção para não ‘perder’ o voto
A Justiça Eleitoral também faz um alerta especial aos eleitores, que neste ano terão de escolher não apenas um, mas dois candidatos ao Senado em cada Estado. Isso acontece porque, nas eleições de 2026, dois terços do Senado (o que corresponde a 54 das 81 cadeiras) serão renovados.
O voto para senador é nominal e o número do candidato tem três dígitos. Ao contrário do que ocorre nas eleições proporcionais, não é permitido votar apenas no número do partido. Se o eleitor digitar somente o número de legenda, a urna não permitirá o prosseguimento da votação. Caso prossiga com um número inválido, o voto será considerado nulo para o cargo.
A votação para o Senado é estadual, de modo que cada eleitor só pode votar em candidatos que concorrem pelo seu Estado de domicílio eleitoral. “Votos eventualmente digitados para candidatos de outras unidades da Federação não serão computados”, informa a Justiça Eleitoral.
Eleições 2026
Segundo dados do TSE, 158,7 milhões de eleitores estão habilitados a votar em todo o país no peito deste ano.
O eleitorado brasileiro está distribuído em 5.571 municípios, além de 186 cidades no exterior. A votação ocorrerá em 517.206 seções eleitorais, organizadas em 2.641 zonas eleitorais.
Em comparação com a última eleição geral, houve aumento de 2,3 milhões de eleitores aptos a votar, o que representa uma alta de 1,4%. Em 2022, eram 156,4 milhões.
Fora do Brasil, 918.876 pessoas estão habilitadas a votar em 2026, número que representa pouco mais de 0,5% por cento do eleitorado nacional.