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Milei oferece refúgio a nova-iorquinos contra o comunismo

 

Ao discursar na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em Miami, na Flórida, nos EUA, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que moradores de Nova York encontrarão acolhimento em solo argentino caso enfrentem adversidades em sua cidade.

Milei direcionou críticas ao novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do Partido Democrata, ao afirmar que a cidade estará sob “um regime comunista”. O argentino participou do evento na sexta-feira 7.

“Dedico estas palavras aos nova-iorquinos, que trilharam o caminho oposto ao da Argentina e agora viverão sob um partido comunista”, afirmou o presidente argentino.”Devem saber que, se as coisas ficarem difíceis, serão sempre calorosamente recebidos em nossa terra, caso busquem prosperar.”

Mamdani teve 50,4% dos votos na eleição encerrada na terça-feira 4. O ex-governador Andrew Cuomo ficou em segundo lugar, com 41,6%, e o republicano Curtis Sliwa em terceiro, com 7,1%.

O novo prefeito, ligado à ala de esquerda do Partido Democrata e filiado aos Socialistas Democráticos da América, será o 111º prefeito de Nova York. Ele é o primeiro muçulmano eleito para comandar a cidade e mantém debates acalorados com o presidente dos EUA, Donald Trump, por divergências ideológicas.

Participação de Milei no CPAC e articulação internacional

O convite para Milei discursar no CPAC veio depois que o seu partido obteve avanços significativos nas eleições legislativas argentinas.

Durante sua fala, o presidente argentino destacou o papel do conservadorismo na América do Sul e comentou as mudanças implementadas no país desde o início do seu governo.

O evento também contou com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que precisou se exilar nos Estados Unidos depois de virar alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) por denunciar a perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

Milei salientou sua intenção de fortalecer vínculos com lideranças conservadoras no cenário internacional e pediu apoio financeiro a Donald Trump em meio à crise cambial enfrentada pela Argentina.

Via Revista Oeste

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