Médicos recomendaram que Jair Bolsonaro (PL-RJ) seja submetido a cirurgia depois que um ultrassom, feito na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, neste domingo, 14, revelou duas hérnias inguinais. O ex-presidente está detido no local desde 22 de novembro e passou pelo procedimento depois de solicitação de seus advogados.
Realizado com aparelho portátil, o exame só foi possível em razão de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado avaliou que os laudos médicos apresentados pela defesa estavam desatualizados. O pedido para nova avaliação teve como objetivo atualizar o quadro clínico e embasar decisões sobre possíveis intervenções.
Recomendação médica a Bolsonaro e próximos passos

O advogado João Henrique de Freitas informou, pela rede social X, que “os exames identificaram duas hérnias inguinais”. “Os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, afirmou a defesa.
Ainda não houve decisão sobre o pedido dos advogados para que a cirurgia, caso autorizada, ocorra em hospital e com permanência de Bolsonaro pelo período necessário à recuperação. O ex-presidente segue sob custódia no Distrito Federal enquanto aguarda resposta judicial.
Na última sexta-feira, 12, o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro divulgou um vídeo inédito em que Jair Bolsonaro aparece ao soluçar enquanto dorme. O filho do ex-presidente afirmou que “ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia” e que, “se ele broncoaspirar por causa do refluxo constante, ele pode morrer com a crescente pressão sofrida paulatinamente nos últimos tempos”.
O ex-vereador carioca afirmou ainda que “existem episódios muito mais graves do que os que aparecem nesse vídeo” e que eles representam “risco real e imediato” à vida do ex-presidente. Além disso, Carlos reiterou que, “sem cuidados médicos contínuos, acompanhamento ininterrupto e ambiente adequado, estamos diante de uma tragédia anunciada”.