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Mário Frias acusa PF de apontar armas filha e sogra operação

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) acusou nesta sexta-feira (11) agentes da Polícia Federal (PF) de apontarem armas para a porta de sua residência em Brasília e chutarem a entrada do imóvel durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo ele, sua filha Laura, de 15 anos, e a sogra, de quase 70, estavam dentro da casa.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Frias afirmou que a sogra pediu alguns segundos para retirar os cachorros da sala, que estariam assustados com a movimentação dos policiais. Segundo o deputado, enquanto ela fazia isso, um delegado teria chutado a porta, com outros dois agentes mantendo armas apontadas para a residência.

“Enquanto isso, o delegado supercorajoso está dando chute na porta da minha casa. Com mais dois apontando uma arma para dentro de casa”, afirmou.

Na legenda da publicação, Frias detalhou a abordagem e disse que o policial teria mantido a arma apontada para a sogra enquanto entrava no imóvel.

“Minha sogra pediu apenas um minuto para prender meus cachorrinhos, que estavam assustados com toda aquela movimentação. Foi nesse momento que, com a arma em punho na direção dela, o policial mete a mão na porta e chuta para entrar”, escreveu.

O deputado afirmou que a filha presenciou toda a ação. “Minha filha viu tudo. Foi dessa forma que entraram na nossa casa. As imagens estão aí. E cada um tire suas próprias conclusões”, disse.

Frias também questionou a divulgação de fotografias de suas armas apreendidas durante a operação. Segundo ele, o mesmo delegado responsável pelo cumprimento do mandado teria feito as imagens e elas teriam sido publicadas pela imprensa logo depois.

“E outra coisa, o mesmo delegado que fez, que cumpriu o mandado na minha casa, tirou foto das minhas armas e imediatamente essas fotos estavam publicadas na imprensa. Ou seja, que polícia é essa?”, questionou.

O parlamentar afirmou que a ação não teria relação com uma investigação criminal, mas com uma tentativa de criar desgaste político contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Isso não tem nada a ver com crime não, gente. Isso tem a ver com show, com criar uma cortina de fumaça porque Flávio Bolsonaro está liderando as pesquisas para presidente da República. Esse é o medo deles. Não tem nada a ver com justiça não. Tem a ver com política e perseguição”, declarou.

Frias afirmou ainda que continuará a campanha eleitoral e o apoio a Flávio. “Mas a gente não vai desistir não. Nós vamos continuar e nós vamos resgatar o Brasil com Flávio Bolsonaro.”

Operação

A abordagem ocorreu durante a Operação Make Up, deflagrada pela PF na quinta-feira (10). A ação investiga possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Frias e Karina estão entre os alvos.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em 3 de setembro, uma semana antes do cumprimento das medidas. A decisão foi tornada pública no dia da operação. Dino também proibiu os investigados de deixar o país e de manter contato entre si.

A PF apura se parte dos R$ 2 milhões destinados por Frias em emendas ao ICB foi posteriormente direcionada para empresas relacionadas à produção de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os investigadores apontam suspeitas de desvio de recursos públicos, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante as buscas, os agentes apreenderam sete armas ligadas a Frias, incluindo um fuzil e seis outras armas de fogo. O deputado nega irregularidades e já havia afirmado que as emendas foram destinadas a projetos de esporte e letramento digital.

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