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manifestação de esquerda deixa 2 seguranças feridos

Depois de uma manifestação de esquerda avançar pelas ruas de Belém, nesta terça-feira, 11, cenas de tumulto foram registradas na entrada da COP30. Dois seguranças ficaram feridos durante a tentativa de impedir que parte dos manifestantes acessasse a chamada Zona Azul, área sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU).

A mobilização reuniu médicos, enfermeiros, estudantes, líderes indígenas e representantes de movimentos sociais. Eles partiram da Avenida Duque de Caxias até o local do evento e reivindicaram maior participação social e melhorias nas políticas de saúde.

Confusão na entrada da Zona Azul, na COP30

Logo da COP30, que ocorre no Brasil neste ano
Logo da COP30, que ocorre no Brasil neste ano | Foto: Reprodução/Internet

Depois do término da marcha, imagens capturaram o instante em que um grupo tentou ultrapassar as barreiras do credenciamento, o que forçou agentes a agirem rapidamente. No confronto, mesas foram empilhadas e uma barricada de seguranças foi formada para conter a entrada.

Segundo a Secretaria das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), “um grupo de manifestantes violou as barreiras de segurança na entrada principal da COP, causando ferimentos leves a dois seguranças e danos superficiais ao local”, afirmou a entidade ao portal g1.

A UNFCCC acrescentou que “autoridades do governo brasileiro e da ONU estão investigando o incidente e que o local está seguro, e as negociações da COP continuam”, de acordo com nota oficial.

Os organizadores da Marcha Global Saúde e Clima declararam, em comunicado, que “não têm nenhuma relação com o episódio ocorrido na entrada da Zona Azul da COP 30 depois do encerramento da marcha”.

Relatos dos participantes e medidas de segurança

Júlio Pontes, manifestante de 29 anos que conseguiu acessar a área de credenciamento, disse que, ao chegar à entrada da Zona Azul, “a gente decidiu ir adiante, e houve nesse momento uma certa tensão, um enfrentamento com a segurança”. “Mas, felizmente, todo mundo saiu bem e conseguiu fazer aquilo que era mais importante: dar um recado aos movimentos sociais por mais participação popular, em defesa dos territórios e das florestas”, disse.

Antes do tumulto, a marcha contou com aproximadamente 3 mil participantes em um trajeto de 1,5 km, liderada pelo Movimento Médicos pelo Clima, segundo a organização. A segurança da Zona Azul ficou sob responsabilidade de agentes contratados pela ONU, que solicitaram apoio de forças estaduais e bombeiros civis para reforço.



Via Revista Oeste

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