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Saúde

Mais sete casos de sarampo confirmados em SP: “Risco é alto”, avalia médico

O Estado de São Paulo contabilizou mais sete casos de sarampo nesta sexta (7). Os dados foram confirmados pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) junto à Secretaria Estadual de Saúde.

Com isso, o total de infectados sobe para 23 – anteriormente, o número estava em 16. Todos os novos registros foram feitos na capital paulista entre o fim de junho e o início de julho, e estão relacionados aos primeiros casos identificados, que eram importados.

“Isso é ‘menos mal’, porque não indica novas cadeias de transmissão, o que seria mais preocupante”, explica o infectologista pediátrico Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm. Ele também destaca que a maioria dos diagnósticos ocorreu em indivíduos sem comprovação de histórico de vacina.

Apesar de não serem infecções recentes, a situação é considerada um surto ativo de sarampo, e, segundo Kfouri, há mais centenas de ocorrências em investigação. “Agora, os contactantes desses indivíduos estão sendo acompanhados”, comenta.

O especialista avalia que a possibilidade de que a doença se dissemine de forma sustentada é . “O risco é grande, pela situação global da doença, a inexorável entrada de novos casos no país e o desafio da contenção”, pontua o médico, que é presidente da câmara técnica de eliminação do sarampo do Ministério da Saúde.

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Vacinação é intensificada em postos de saúde

Recentemente, o governo recomendou que todas as pessoas com idades entre 6 meses e 59 anos tomem uma dose de reforço da vacina contra o sarampo, mesmo se já tiverem se vacinado anteriormente.

Para os bebês, essa é considerada uma “dose zero”, que não influencia no restante do esquema de proteção com a tríplice viral.

Kfouri explica que estratégias de vacinação indiscriminada, como essa, visam alcançar pessoas que não estão com a carteirinha em dia. “Você dá um reforço que até ajuda um pouco a maioria da população, mas o principal objetivo é atingir a porcentagem não vacinada”, comenta.

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O que deve acontecer agora?

A vigilância segue firme no acompanhamento de possíveis novos casos relacionados aos primeiros. A situação atual não é de transmissão sustentada, quando o vírus circula pela população. Trata-se de um surto específico.

No ano passado, o Brasil confirmou 39 casos em cenários parecidos. “Fomos bem-sucedidos no bloqueio, mas eram em regiões menos populosas. O desafio em São Paulo é bem maior”, explica.

Isso porque o sarampo é considerada a doença mais transmissível – uma pessoa pode infectar outras 18. Os primeiros sintomas são inespecíficos, podem lembrar uma gripe ou uma conjuntivite. As manchas características só chegam dias depois do contágio.

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Conheça mais sobre a doença aqui.

Sarampo: sinais para ir ao pronto-socorro

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