O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai indicar mais um ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) em sua atual gestão à frente do Palácio do Planalto. A vaga se abre com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, que, nesta quinta-feira, 9, avisou que deixará a Corte.
Com a confirmação da aposentadoria de Barroso, Lula fará a sua terceira indicação ao STF desde que reassumiu o cargo de presidente da República, em janeiro de 2023. O tema é pauta da edição desta quinta-feira do programa Oeste Sem Filtro.
Seis meses depois de tomar posse para o atual mandato, o petista indicou Cristiano Zanin, seu ex-advogado pessoal. Zanin, que chegou a defender Lula em processos relativos à Operação Lava Jato, assumiu a cadeira depois da aposentadoria de Ricardo Lewandowski, que trocou o Judiciário pelo Executivo e assumiu, em janeiro do ano passado, o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.
Lewandowski, que fora indicado por Lula ao STF em 2006, assumiu o comando do Ministério da Justiça justamente no lugar do então político filiado ao Partido Socialista Brasileira que foi, com as bençãos do petista e aval do Senado, para o Supremo: Flávio Dino.
Os ministros indicados por Lula ao STF
Além de Dino, Zanin e Lewandowski, Lula indicou outros sete ministros ao STF. Desses, dois seguem como membros da Corte: Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Além deles, o atual presidente da República indicou Cezar Peluso, Menezes Direito, Ayres Britto, Eros Grau e Joaquim Barbosa.

Barroso, que acaba de anunciar a sua aposentadoria do Supremo, está na Corte desde junho de 2013. A indicação se deu pela então presidente Dilma Rousseff.
Para o lugar de Barroso, duas figuras surgem como favoritas, de acordo com apuração de Edilson Salgueiro, editor do site de Oeste. Conforme a informação, a maioria dos atuais ministros do STF tem predileção pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Oficialmente responsável pela escolha que terá de ter aprovação do Senado, Lula, entretanto, prefere o advogado-geral da União, Jorge Messias.