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Lula chama Eduardo de “traidor da pátria” e critica EUA

O Lula afirmou, ontem (16), que o Brasil não comporta políticos “vira-latas” que ficam “de quatro” para os Estados Unidos. A declaração ocorreu durante evento em Ceilândia (DF), no qual o petista defendeu a soberania nacional e criticou a atuação de políticos brasileiros no exterior.

O discurso ocorreu em meio à atuação de aliados do bolsonarismo nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (16), Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo realizaram reuniões com integrantes do governo de Donald Trump. Segundo informações divulgadas pela imprensa, eles buscavam medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, incluindo a retomada de sanções da Lei Magnitsky.

Lula também afirmou que pretende tratar do assunto com Trump durante sua viagem aos Estados Unidos para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente disse que pedirá ao norte-americano que não interfira nas eleições brasileiras.

Durante o ato, Lula citou diretamente Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), e o acusou de atuar contra o Brasil nos Estados Unidos.

“Esse mesmo cidadão [Flávio] mandou o irmão para os Estados Unidos para tramar contra o Brasil. Tá lá o Eduardo Bolsonaro, traidor da pátria, falando mal do Brasil, pedindo para o Trump fazer intervenção no país”, afirmou.

Na sequência, o presidente fez a crítica aos políticos que, segundo ele, recorrem ao governo norte-americano para tratar de questões brasileiras.

“Este país não comporta político vira-lata. Este país não comporta político que de dia mostra a bandeira nacional e de noite vai ficar de quatro pros Estados Unidos, para a bandeira americana”, declarou.

A declaração ocorreu durante o evento “Brasil Pronto pra Mais”, realizado na Praça do Trabalhador, em Ceilândia. Participaram do ato Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, e as candidatas ao Senado Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT). A primeira-dama Janja Lula da Silva também esteve no local.

Lula também criticou Flávio Bolsonaro durante o discurso e o associou a propostas de privatização de praias. O presidente ainda atacou a chapa bolsonarista ao Senado pelo Distrito Federal, formada por Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL).

No contexto internacional, o governo de Donald Trump também elevou as críticas ao Brasil. Segundo o texto divulgado pela Casa Branca ao Congresso americano, o governo norte-americano questionou a atuação brasileira no combate ao PCC e ao Comando Vermelho. As duas organizações foram classificadas pelo governo Trump como grupos terroristas estrangeiros em junho. O governo brasileiro se opôs à medida.

A fala de Lula ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender a análise de uma questão de ordem relacionada aos processos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master. O ministro Flávio Dino pediu vista durante a sessão de terça-feira (15).

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