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Justiça mantém prisão de Milton Leite

O ex-vereador Milton Leite, que está preso sob suspeita de envolvimento com o crime organizado em São Paulo | Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de São Paulo

O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quarta-feira, 23, o pedido de liminar apresentado pela defesa do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e manteve a prisão temporária do político. Ele está detido desde sexta-feira (18), quando se entregou à polícia em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Milton é investigado na Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de São Paulo. Segundo os investigadores, ele seria o proprietário de fato da Transwolff, empresa que operava linhas de ônibus na capital. O ex-vereador nega qualquer envolvimento com a facção e afirma ser inocente.

Justiça analisa anulação de prisão

A defesa havia recorrido ao STJ na segunda-feira (21) e questionou tanto os fundamentos da prisão quanto o procedimento adotado para decretá-la. Os advogados também afirmaram que os elementos apresentados contra Milton não seriam suficientes para justificar a detenção.

A decisão de Schietti não encerra a discussão sobre o habeas corpus. O pedido de anulação da prisão ainda será analisado no mérito, e a defesa pode recorrer da decisão individual do ministro ao colegiado do STJ.

A Operação Vectura Corrupta também investiga suspeitas de corrupção de servidores públicos e de participação do PCC no financiamento de campanhas eleitorais. Ao todo, 16 pessoas foram alvo de mandados de prisão, além de buscas em 18 endereços em sete municípios paulistas.

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