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Indicado por Lula, novo presidente da CVM troca cúpula mirando mercado de tokens

Indicado por Lula, novo presidente da CVM troca cúpula mirando mercado de tokens

Indicado pelo presidente Lula (PT) e aprovado pelo Senado Federal, o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, decidiu, como seu primeiro ato, trocar a chefia de sete áreas. As alterações foram anunciadas pelo órgão por meio de nota e estariam relacionadas a uma intenção de regulamentar o mercado de tokens.

O novo presidente diz que as áreas a serem alteradas precisam de “novos olhares para desbloquear o potencial ” de toda a comissão. Os novos desafios incluiríam a popularização dos tokens, ocorrida após a ascenção das artes digitais durante a pandemia por meio dos chamados NFT’s (Tokens Não-Fungíveis). Para Lobo, será necessária a regulamentação paralela desde segmento, por conta das especificidades que a Inteligência Artificial confere a ele.

“Tokenização e inteligência artificial estão reconfigurando a forma como ativos são emitidos, negociados e custodiados. A CVM precisa regular dois mercados em paralelo (o tradicional e o tokenizado) sem parar nenhum dos dois. E para isso precisamos investir pesado em tecnologia e em pessoas com o perfil certo”, disse.

As alterações foram anunciadas nesta segunda-feira (8). As áreas afetadas são:

  • Superintendência-geral (SGE);
  • Superintendência Seccional de Desenvolvimento e Modernização Institucional (SDE);
  • Superintendência Administrativo-Financeira (SAD);
  • Superintendência de Desenvolvimento de Inteligência (SDI);
  • Superintendência de Planejamento e Inovação (SPL);
  • Superintendência de Tecnologia da Informação (STI);
  • Assessoria de Análise Econômica, Gestão de Riscos e Integridade (ASA).

Otto não deu os novos nomes, mas alegou que eles virão da própria autarquia. De acordo com ele, a necessidade de renovação estaria relacionada à mudança na dinâmica da economia brasileira.

“Pela primeira vez na história do país, o financiamento de longo prazo é predominantemente dependente do mercado de capitais. Isso é o resultado de décadas de construção regulatória séria. Preservar e amplificar essa conquista exige que a CVM esteja à altura do que o mercado e os investidores esperam dela”, avaliou.

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