Ibovespa ultrapassa 209 mil pontos e bate recorde histórico; dólar recua para R$ 4,98

Bolsa brasileira registra nova máxima nesta sexta-feira (9), enquanto investidores acompanham pesquisas que apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno e apostam em mudanças na política econômica.

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Cédulas de 100 dólares fotografadas em close-up, ilustrando a movimentação do câmbio e a queda do dólar.
Moeda norte-americana recuou para R$ 4,98 enquanto o Ibovespa atingiu nova máxima histórica | Foto: Giorgio Trovato/Unsplash

O Ibovespa alcançou 209.713,22 pontos nesta sexta-feira (9), estabelecendo um novo recorde histórico durante o pregão, enquanto o dólar comercial recuou para a faixa de R$ 4,98. A valorização das ações brasileiras ocorre em meio à repercussão das pesquisas eleitorais que apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial.

Por volta do meio-dia, o principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3) avançava 1,36%, aos 209.021,36 pontos. A máxima de 209,7 mil pontos representa o maior nível intradiário já registrado pelo indicador. Na mínima da sessão, o índice chegou a 206.237,55 pontos.

O desempenho reflete as expectativas de parte dos investidores em relação a uma possível mudança na condução da política econômica brasileira a partir de 2027. A perspectiva de uma agenda de controle dos gastos públicos e reformas econômicas está entre os fatores apontados para o otimismo do mercado.

Os números foram registrados durante a sessão desta sexta-feira e não representam o fechamento definitivo do Ibovespa ou do dólar.

Dólar cai abaixo de R$ 5 e acompanha valorização da Bolsa

No mercado de câmbio, o dólar também apresentou forte movimentação. Às 12h02, a moeda norte-americana era negociada a R$ 4,986, em queda de 0,76% em relação ao real.

A cotação oscilou entre R$ 4,983 e R$ 5,009 ao longo da sessão até o horário informado. Na quinta-feira (8), a moeda havia encerrado o pregão em alta de 0,27%, vendida a R$ 5,024.

O movimento desta sexta-feira ocorre após uma semana de fortes oscilações nos ativos brasileiros. Na segunda-feira (5), o Ibovespa registrou expressiva valorização, seguida por ajustes nas sessões de terça (6) e quarta-feira (7), quando investidores realizaram lucros depois da alta.

O indicador recuperou força na quinta-feira e voltou a avançar nesta sexta. Na sessão anterior, havia terminado o dia com valorização de 0,94%, próximo dos 206,2 mil pontos.

Pesquisas com Flávio Bolsonaro à frente de Lula influenciam expectativas

O cenário eleitoral brasileiro ganhou importância nas decisões do mercado financeiro depois do primeiro turno da eleição presidencial, realizado no domingo (4).

Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 53,9 milhões, ou 45,16%.

As pesquisas divulgadas nesta semana também passaram a orientar expectativas dos investidores sobre o resultado da disputa. Um levantamento do Datafolha publicado na quinta-feira (8) apresentou Flávio Bolsonaro com 52% das intenções de voto válidas, contra 48% de Lula.

Já a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira mostrou o senador com 52,8% das intenções de voto válidas, diante de 47,2% do presidente.

Os resultados representam retratos das intenções de voto nos períodos pesquisados, não uma definição antecipada do resultado eleitoral. No mercado, contudo, agentes econômicos vêm reagindo à possibilidade de uma mudança de governo.

Investidores esperam ajuste fiscal e reformas econômicas

Entre as expectativas associadas a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro estão medidas de redução das despesas públicas e diminuição da dívida do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

O mercado também acompanha a possibilidade de uma agenda de reformas, incluindo mudanças administrativas e previdenciárias, além de políticas voltadas ao equilíbrio das contas públicas.

Parte dos investidores considera que uma alteração na condução econômica poderia contribuir para reduzir pressões inflacionárias e abrir espaço para futuros cortes na taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central do Brasil.

Apesar das preocupações internacionais com o agravamento das tensões no Oriente Médio e a possibilidade de novas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã, o noticiário político e econômico brasileiro concentra a atenção dos investidores nesta sexta-feira.

A combinação entre a valorização das ações, a queda do dólar e as expectativas relacionadas ao segundo turno levou o Ibovespa a renovar seu recorde intradiário, com o mercado ainda em funcionamento no momento da divulgação dos dados.

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